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Trabalho infantil está nos semáforos

Sebes orienta população a combater práticas como o malabares e a venda de doces, não dando dinheiro a menores

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O trabalho infantil pode assumir formas diferentes da clássica imagem de crianças quebrando pedras, se prostituindo ou executando atividades degradantes para sua condição física, e ainda assim representar um grave problema social. Campanha pela erradicação dessa prática será lançada hoje em Bauru, no espaço Café com Política do Jornal da Cidade. Em Bauru o trabalho infantil pode ser visto, em essência, nos semáforos de grandes avenidas da cidade, onde crianças e adolescentes fazem malabares na frente dos carros, vendem balas ou simplesmente praticam a mendicância. De acordo com dados da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), dentre as mais de 2,3 mil crianças atendidas pelo órgão, 28 estão envolvidas com trabalho infantil, todas reincidentes. “Mesmo inseridas em nossos projetos, elas voltam para as ruas. Agora estamos tentando reconquistá-las com nossas atividades”, diz Darlene Martin Tendolo, titular da Sebes. Desde 2006, a secretaria identificou 634 crianças em situação de trabalho infantil ou alto risco de trabalho infantil. Dessas, 269 iam para a rua esporadicamente para pedir dinheiro ou fazer algum tipo de trabalho. Desde o início do atendimento social a esses casos, 302 jovens foram retirados da rua. Dentre os 28 que permanecem, 20 fazem malabares, quatro vendem balas e outros quatro mendigam. A maioria diz que é para ajudar em casa. “A população dá dinheiro e isso está errado, porque mantém as crianças nos pontos”, ressalta Darlene. “Pedimos para que ninguém dê nada, afinal, por trás delas sempre há os adultos que as aliciam para a compra de drogas. O dinheiro que arrecadam não fica nem para elas e nem para suas famílias”. O trabalho infantil é combatido mundialmente no dia 12 de junho, mas Darlene destaca que o trabalho de prevenção é feito o ano todo e precisa da participação da população. Quem identificar em Bauru um local onde menores estejam mendicando ou vendendo balas deve entrar em contato com a Sebes (3227-7533) e com os Conselhos Tutelares (3227-3339 e 3227-3499). Conscientização Os pais das 28 crianças identificadas também foram abordados pelos profissionais da secretaria para que fiquem cientes dos problemas em que seus filhos estão envolvidos. Quando constata-se que os pais também estão em situação de risco social ou com problemas de saúde (como alcoolismo), são encaminhados para os órgãos competentes. A Sebes atende jovens de até 24 anos e, segundo Darlene, existem diversos projetos implantados para atendê-los, como os Centros de Convivência Infanto-Juvenil (distribuídos por toda a cidade), os Programas de Encontro da Turma (PET), e o Fortalecimento de Vínculos Comunitários, feito em parceria com a Telefônica há três anos.
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Opção de vida A Promotoria da Infância e Juventude de Bauru acompanha os casos de trabalho infantil nos semáforos há 8 anos. De acordo com o promotor Lucas Pimentel de Oliveira, é papel da Sebes e do Conselho Tutelar encaminhar os jovens e tratar a questão junto às suas famílias. “Mas como o problema é grave, as crianças retornam aos trabalhos na rua ou surgem novas famílias”, diz Oliveira. “Além do trabalho infantil, são casos de vulnerabilidade, pois as crianças correm o risco de serem atropeladas e possivelmente ficam expostas a drogas e prostituição”. Oliveira observa que a origem de boa parte desses problemas é negligência da própria família. “Ela opta por viver dessa foma, da mendicância e da exploração do trabalho dos seus filhos”, diz. Mesmo assim, o cadastramento e monitoramento de famílias é constante, sempre tentando integrá-las aos programas sociais do Poder Público.
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Campanha será lançada hoje no JC Hoje, às 10h, a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) apresenta, no espaço Café com Política do Jornal da Cidade, o material de divulgação da campanha de erradicação do trabalho infantil - que inclui uma sacolinha de lixo para carros e marcadores de página com os telefones para denúncia. Amanhã, a equipe da secretaria fará um pit stop para distribuir o material nos principais pontos de ocorrência de trabalho infantil da cidade: cruzamento das avenidas Nações Unidas e Rodrigues Alves, em frente ao supermercado Paulistão na avenida Getúlio Vargas, praça Rui Barbosa e Calçadão. No próximo dia 15, haverá um evento no Sest/Senat com a presença de crianças do Programa de Encontro da Turma (PET) dos bairros Bela Vista e Beija-Flor. A presidente do Segundo Conselho Tutelar de Bauru, Naiara Maria de Farias, diz que o trabalho infantil em Bauru, que expõe crianças e adolescentes em situação de risco nos semáforos da cidade, não acabará enquanto continuarem dando esmolas. Segundo ela, há dois principais motivos que levam essas crianças e jovens para a rua. “Ou o trabalho serve de sustento para a família daquela criança, ou muitos jovens utilizam o valor que conseguem arrecadar no consumo de substâncias entorpecentes. Já identificamos crianças de 6 a 9 anos usuárias dessas substâncias”, diz. O Conselho atua na fiscalização e faz o encaminhamento da criança e adolescente para o serviço ou entidade mais adequados. Contudo, o trabalho de fiscalização tem enfrentado resistência. “Eles têm reagido, já chegaram até a jogar pedras nos conselheiros e fogem quando avistam algum deles”, conta.




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