Moradores como Luiz Antônio Oliveira Santos e Júlio Diogo moram em locais distintos, mas tiveram a mesma ideia de protesto contra o vazamento de água em suas ruas. Um tipo de protesto, aliás, que chamou a atenção das pessoas, mas não do órgão responsável pelo conserto, o DAE.
Sem se conhecerem, eles fizeram placas com uma sátira ao problema que, segundo eles, ocorre com frequência. Oliveira mora na rua Maria Elísia Nogueira de Oliveira, quadra 2, no Mary Dota. Em frente à sua casa existe um vazamento há quatro meses, e segundo ele, “o DAE fala que vai passar ao setor de manutenção, mas nunca resolve”.
Ainda de acordo com o morador, na esquina da residência há um poço artesiano da própria autarquia. “O curioso é que, para chegar ao poço, a própria equipe do DAE precisa passar pelo vazamento”, reclama. Agora, o local do vazamento tem placa com a inscrição “Aquífero Guarani. Rio + 20. Apoio: DAE”.
Em outro ponto da cidade, Júlio Diogo, que mora na região Nações Norte, na rua José Bonifácio, diz que há cerca de um mês reclamou do vazamento de água na via e que o DAE não tomou as devidas providências. Sendo assim, o vazamento “invadiu” outras quadras da rua. Não tendo alternativa, ele também protestou com uma placa com os seguintes dizeres: “Fonte água do Castelo”.
Registros
Questionado, o Departamento de Água e Esgoto de Bauru (DAE) informou que o vazamento comunicado na rua Maria Elísia Nogueira Oliveira, quadra 2, está registrado no Serviço de Atendimento ao Público (STAP) da autarquia desde as 13h42 desta quinta-feira.
O da quadra 16 da rua José Bonifácio, na Vila São João, estaria registrado desde o dia de junho, e na quadra 13, desde o último dia 7. Já na quadra 15, no STAP não consta nenhum registro de vazamento. Entretanto, a equipe de manutenção afirma que irá verificar diretamente no local.
Em nota, o DAE se comprometeu a consertar os vazamentos citados na reportagem até o início da próxima semana.
