Moradores da quadra 11 da Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla vivem com um problema na vizinhança. Trata-se da obra inacabada de um prédio, que segundo os reclamantes que procuraram o JC, foi embargada há nove anos e ficou abandonada.
O terreno, antes escondido entre tapumes, atualmente serve como “lixão” e oferece riscos à população tanto na questão de saúde devido à proliferação de animais e insetos, como o mosquito da dengue, cupim, ratos e baratas, e no quesito segurança, já que na frente do terreno encontra-se um ponto de ônibus muito utilizado à noite por estudantes da Universidade de São Paulo (USP).
Moradores e proprietários dessa região já fizeram abaixo-assinado, reclamaram do descaso com a sujeira e a infestação de cupim, pois acreditam que o foco está no terreno. Muitos deles trabalham na área da saúde em clínicas vizinhas ao local. É o caso de Renata Eiras Colnaghi, farmacêutica que alerta para os riscos à saúde pública. “Fechar com tapume é tapar o sol com a peneira”.
A Vigilância Ambiental informa que autuou o proprietário do terreno em questão para que providenciasse a limpeza do local. Houve certa dificuldade em localizar o proprietário, morador de Curitiba, uma vez que o cadastro na Prefeitura de Bauru estava desatualizado.
Caso o proprietário não realize o serviço, o mesmo é multado conforme a gravidade do caso. A prefeitura não possui dispositivo legal para obrigar o proprietário a tomar as medidas necessárias. Havendo reincidência, o mesmo é novamente multado.
Aos moradores, que inclusive fizeram várias reclamações junto aos órgãos competentes, a informação da prefeitura é de que o problema dos tapumes deve ser registrado na Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). Sobre o fator segurança pública, procurar a Polícia Militar.
