ASSINE: (14) 3104-3144  |  ATENDIMENTO JC  |  BUSCA  |  NEWSLETTER  |  EDIÇÃO DIGITAL  |  SEGUNDA-FEIRA
JCNet.com.br
Bauru e grande região -
máx. 31° / min. 17°
Carregando
Política
Economia
Geral
Polícia
Bairros
Esportes
Regional
Cultura
Nacional
Internacional
Carnaval 2014
Classificados
Agendinha
Cinema
Bauru Pocket
Tribuna do Leitor
Entrelinhas
Tá Valendo
Em Confiança
Horóscopo
Falecimentos
JC na escola
Loterias
Atendimento JC
No JC
Bairros

Sindicato informa que circular só deve retornar às ruas de Bauru nesta quarta-feira

Compartilhar via Facebook
Compartilhar via Google+
JC
Motoristas de ônibus coletivos entram em greve nesta terça-feira

O Sindtran informou que, em assembleia, os motoristas do transporte urbano de Bauru decidiram não retornar ao trabalho nesta terça-feira, como determinou o desembargador Lorival Ferreira dos Santos, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), sediado em Campinas. A determinação é uma resposta à medida cautelar para que 70% da frota dos circulares de Bauru volte a atender a população nos horários de pico (6h às 9h e 17h às 19h30) e 50% nos demais horários.

A diretoria do Sindtran informou à imprensa que os motoristas estão muito cansados em função da greve e não têm condições de trabalhar hoje. Nesta quarta-feira, às 7h, será realizada uma nova assembleia com o objetivo de orientar os motoristas a voltar ao trabalho, segundo a diretoria do sindicato. Mas não há uma garantia de que os ônibus circularão amanhã.

A multa em caso de descumprimento foi fixada em R$ 20 mil diários, a serem revertidas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Sobre o pagamento da multa, o Sindtran informou que irá discutir a possibilidade de não pagar, uma vez que as empresas concordaram que os motoristas estão cansados para trabalhar hoje. Desde a madrugada desta terça os circulares da cidade estão paralisados em 100%. Na próxima segunda-feira (8), às 14h, no próprio TRT, em Campinas, será realizada uma audiência de conciliação

 

Início da paralisação

Motoristas de ônibus coletivos de Bauru cumpriram a promessa, entraram em greve e paralisaram o transporte coletivo de Bauru nesta terça-feira (2). Uma primeira assembleia no pátio de duas das três empresas que integram o sistema de transporte público, às margens da rodovia Marechal Rondon, ocorreu às 4h40 e referendou a disposição da categoria de cruzar os braços. 

A partir das 7h, reuniões por grupos de motoristas foram conduzidas pelo Sindtran (sindicato que representa os motoristas) para informar sobre direitos e deveres do movimento. Com duas horas de paralisação, a greve foi caracterizada - e com um agravante: funcionários dizem temer sair com frota mínima de 30%, conforme exige a lei, e sofrerem represálias de usuários.

Resultado durante a manhã: ônibus nas garagens, 150 motoristas parados e pontos sem transporte por toda Bauru.

JC
A comerciante Sandra Oliveira acabou pagando mototáxi após mais de 40 minutos de espera no ponto de ônibus

A população também denuncia abuso no preço cobrado por mototáxis. Algumas corridas, pelas quais se pagava R$ 5, teriam ido a R$ 7. Há queixas de cobrança de R$ 10 para trechos mais longos. E até R$ 20 do Santa Edwirges ao Jardim Aeroporto. Voltar para casa? "Depois eu vejo. Não sei o que fazer".

"Não aceitei", diz a doméstica Iara Silva Santos Carvalho, 26 anos, que arrumou uma carona para chegar ao trabalho. "É um absurdo lucrarem dessa forma".

Bauru possui, segundo o Sindtran, 560 motoristas e cerca de 18 cobradores. Os motoristas reivindicam jornada de trabalho de seis horas. Atualmente, ela é de sete horas e 20 minutos. No entanto, desde o dia 2 de agosto, devido a uma decisão judicial transitada em julgado, os trabalhadores são obrigados a fazer uma hora de intervalo.

Isso ocasiona a perda de cerca de R$ 450,00 por mês que os trabalhadores recebiam por horas extras e por supressão de horário de almoço.

Vans especiais

Ao todo, cinco vans das empresas Grande Bauru e Baurutrans (pátio às margens da Rondon) e Cidade Sem Limites foram liberadas. São veículos que atendem serviços de emergências, como locomoção de doentes em tratamento.

JC
Momento em que a van que transporta pacientes em tratamento foi liberada de pátio de empresas


Transurb condena

Conforme já noticiado, a Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb) alega que a paralisação só trará transtornos à população e poderá ser declarada ilegal.

Segundo a entidade, a alteração das escalas de trabalho foi cumprida diante decisão judicial transitada em julgado, que define o intervalo de refeição determinado por lei.

De acordo com publicação do JC no último dia 29/9, o juiz André Luiz Alves, da 3ª Vara do Trabalho afirmou  que as empresas do transporte coletivo estão cumprindo a lei ao determinarem que motoristas cumpram de uma a duas horas de intervalo em suas jornadas de trabalho. Isso acontece desde o dia 2 de agosto.

No entanto, os trabalhadores divergem quanto à alteração. Eles alegam que, com uma hora de descanso na jornada de 7 horas e 20 minutos, deixaram de receber horas extras, impactando em até R$ 450,00 a renda mensal. Em razão disso, ganhou força a reivindicação da jornada de 6 horas.

Os motoristas reclamam também que, por conta de questões logísticas envolvendo os veículos do transporte coletivo, alguns fazem intervalos com tempo muito maior ao de duas horas, cumprindo, praticamente, duas jornadas menores, mas ficando um longo tempo à disposição das empresas. O nome dado para essa prática é de “duas pegadas”. Outra reivindicação dos motoristas do transporte público é por um local adequado onde possam descansar e se alimentar durante seus horários de intervalo na jornada.

“Conforme definido pelo procurador do Ministério Público da União, qualquer nova reivindicação só será discutida daqui a seis meses, na próxima negociação salarial”, diz nota da Transurb.

Falta ao trabalho

Quem tiver problema para chegar ao trabalho deve comunicar o empregador imediatamente. Segundo interpretações da lei trabalhista, o motivo da falta é de "força maior" - e por isso mesmo essas ausências não devem ser descontadas.

Literalmente, contudo, a lei prevê falta não descontada em casos de falecimento de parentes próximos, casamento, nascimento de filho, doação de sangue, serviço militar, realização de vestibular e representação sindical (artigo 473 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT).

O bom senso indica que o empregador só deve despedir alguém nessas circunstâncias (por justa causa) se há histórico de sequência de faltas anteriores.

O que diz a assessoria da Emdurb

Em nota, reitera: "A Emdurb está acompanhando juntamente com a prefeitura e aguarda decisão judicial pela manutenção de parte da frota funcionando."

O que diz o gerente de Transportes Especiais da Emdurb, Luis Felipe Sculi

"No tocante a questão do mototáxi, o serviço é tarifado, sendo que a bandeira 1 tem o valor de R$ 5,00 e a bandeira 2 é R$ 6,00, não podendo ser cobrado pelo serviço outro valor que não o definido por decreto. Assim, no caso de abuso por parte do mototaxista o usuário poderá/deverá denuncia-lo, ainda que de forma anonima, ao nosso Setor de fiscalização pelo telefone 3233-9091, que nossos agentes irão apurar os fatos.

Aqui devemos ressaltar que para a apuração desta irregularidade há a necessidade de flagrante realizado por fiscais ou outra prova que demonstre que houve o pagamente de valor diferente do estabelecido por decreto. Ressalta-se também que a denuncia é forma fundamental para que possamos apurar irregularidade no tocante a cobrança abusiva pois ainda não dispomos de aparelho medidor do serviço devidametne homologado pelo Inmetro (o chamado mototaximetro).

Fotos: JC
Pontos de circular: vazios na avenida Rodrigues Alves Grupos de motoristas realizam reunião sobre a greve

 

JC
A porteira Ediane Rodrigues de Andrade não acreditava que a greve iria acontecer, mas ao chegar no ponto de ônibus, ligou para a empresa em que trabalha solicitando transporte

 





publicidade




Projeto Cidade Promoções e Eventos
(SF) © Copyright 2014 Jornal da Cidade - Todos os direitos reservados - Atendimento (14) 3104-3104 - Bauru/SP