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09/05/12 00:00 - Cultura

Árabe na ponta da língua

Mariana Cerigatto
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Os brasileiros interessados em aprender a língua árabe ou árabes que desejam falar o português podem conta com a “ajudona” do Dicionário Português-Árabe-Português, de Omar Fayad, que alcançou recentemente sua segunda edição.
 
A obra, de grande procura em todo o Brasil, é tida como primeira e única no gênero. O diferencial de destaque deste dicionário é que ele traz duas capas (ou seja, duas obras) ao mesmo tempo, uma em cada idioma, e aborda termos muito usados no cotidiano, com verbetes e expressões coloquiais.
 
Apesar de bem diferente da nossa, a língua árabe é falada por mais de 280 milhões de pessoas e é o idioma oficial de 22 países. Mas há uma divisão dentro desta língua, conforme explica o agudense Omar, que mora em Bauru. “Podemos fazer duas divisões dessa língua. Há o árabe escrito, clássico, gramático, que é falado em todo o Oriente. Mas há também o árabe coloquial, aquele mais utilizado no dia a dia, falado em determinadas regiões”, explica.
 
Partindo dessas divisões, o dicionário de Fayad é voltado para o árabe coloquial. “O árabe coloquial é mais falado nas regiões do Líbano, da Síria, da Jordânia, entre outras localidades”, indica. A primeira edição do dicionário foi lançada em 2010 e em menos de um ano se esgotou. “Para minha surpresa, a primeira leva de publicação teve uma aceitação tremenda. É uma obra bastante requisitada em escolas de língua árabe e centros culturais. Então decidi por lançar a segunda edição, mais sofisticada, contendo instruções a mais de conjugação de verbos, entre outros assuntos.”
 
 
 
Do Oriente para o Ocidente
 
Filho de libaneses, Omar Fayad conta que o dicionário surgiu de seu interesse em conhecer mais sobre suas origens. “Meus pais vieram para o Brasil já adultos e aprendemos pouca coisa de árabe. Mas, quando fiz 60 anos, resolvi conhecer meus primos no Líbano. Foi então que quis aprender mais o árabe”, relata. 
 
De um apanhado de palavras, Omar formou um dicionário pessoal, que mais tarde viraria publicação de circulação nacional, reconhecida até fora do Brasil. “Para aprender o árabe coloquial, fui pesquisando a terminologia com amigos e parentes. Fiz um apanhado de palavras, que acabou virando um dicionário pessoal. Depois que voltei do Líbano, resolvi lançar esse dicionário”, recorda-se.
 
O sucesso e a fácil aceitação impulsionou o alcance de uma segunda edição. “Não é um livro para aprender a falar, mas de pesquisa rápida, sendo possível encontrar todos os termos coloquiais”, avalia. A publicação, da Bazar Oficial, pode ser encontrada em grandes redes de editoras em todo o Brasil. 

 





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