ASSINE: (14) 3104-3144  |  ATENDIMENTO JC  |  BUSCA  |  NEWSLETTER  |  EDIÇÃO DIGITAL  |  SEGUNDA-FEIRA
JCNet.com.br
Bauru e grande região -
máx. 28° / min. 19°
Carregando
Política
Economia
Geral
Polícia
Bairros
Esportes
Regional
Cultura
Nacional
Internacional
Eleições 2014
Classificados
Agendinha
Cinema
Bauru Pocket
Tribuna do Leitor
Entrelinhas
Tá Valendo
Em Confiança
Horóscopo
Falecimentos
JC na escola
Loterias
Atendimento JC
No JC
Cultura

Filme sobre o profeta Maomé desencadeia protestos

Compartilhar via Facebook
Compartilhar via Google+

Clipes de um filme que incitou um ataque a uma missão diplomática dos EUA na Líbia e o assassinato do embaixador norte-americano no país mostram uma produção desconexa retratando o profeta muçulmano Maomé várias vezes como um mulherengo, um homossexual, um molestador de crianças, um tolo, um falso religioso e sanguinário.

Para muitos muçulmanos, qualquer representação do profeta é uma blasfêmia. Caricaturas ou outras caracterizações feitas no passado e consideradas insultuosas enfureceram muçulmanos em todo o mundo, provocando protestos e a condenações por parte de funcionários, pregadores, muçulmanos comuns e muitos cristãos na região.

O pastor norte-americano Terry Jones, que enfureceu muitos muçulmanos por sua ameaça, em 2010, de queimar o Alcorão, chamou o filme de uma representação "satírica" sobre a vida de Maomé. Ele disse que mostrou um trailer promocional após a realização de um "julgamento" simbólico do profeta.

Seu "Dia Internacional do Juiz Maomé", anunciado em seu site www.standupamericanow.org --antes de ser realizado em 11 de setembro, o dia em que em 2001 a Al Qaeda atacou cidades dos Estados Unidos--, foi condenado pela Al-Azhar, prestigiosa instituição de ensino islâmico no Egito, em uma declaração emitida antes de os protestos eclodirem.

A Igreja Copta Ortodoxa do Egito também emitiu uma declaração condenando alguns coptas que vivem no exterior, que, segundo a igreja, financiaram "a produção de um filme que insulta o profeta Maomé". A embaixada dos EUA no Cairo também foi alvo de uma manifestação na terça-feira.

Clipes do filme, chamado "Innocence of Muslims", mas que também recebeu outros títulos em alguns sites, circularam na internet durante semanas antes do surgimento dos protestos.

Alguns pedidos de ativistas por protestos no Egito relacionaram Jones com o filme.

A mídia dos EUA disse que o filme foi produzido por um incorporador de imóveis israelense-americano. Links da internet indicaram Sam Bacile, um nome que poderia ter origem egípcia.

De acordo com os clipes, a primeira parte do filme, situada na era moderna, mostra cristãos coptas egípcios fugindo de uma multidão muçulmana enfurecida. A polícia egípcia olhava enquanto a multidão quebrava uma clínica onde um médico cristão trabalhava.

Em seguida, o trecho mostrou o médico conversando com sua filha sobre o que faz um "terrorista islâmico".

Depois disso, os clipes mostram cenas históricas do período do profeta, a maioria dessas baseadas em cenários onde os atores estão claramente sobrepostos a um fundo de deserto.

Maomé é referido como um "bastardo" ilegítimo, mostrado como um mulherengo e retratado como um homossexual. Uma cena mostra ele em um aparente ato sexual com uma de suas esposas e mais tarde com outras mulheres.

Em outra cena, um sacerdote cristão se oferece para elaborar um texto religioso a partir de versos da Torá judaica e do Novo Testamento cristão para transformá-los no que ele chama de "versos falsos" -- uma aparente referência à gênese do Alcorão.

Em outras cenas, Maomé é retratado como um líder sanguinário, incentivando seus seguidores a saquear lugares que eles atacam e dizendo que eles podem usar as crianças da maneira que quiserem.





publicidade


Projeto Cidade Promoções e Eventos
(SF) © Copyright 2014 Jornal da Cidade - Todos os direitos reservados - Atendimento (14) 3104-3104 - Bauru/SP