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Preço do feijão dispara em Bauru

Em pouco mais de um mês, o item indispensável na mesa do brasileiro chegou a dobrar de preço nos supermercados

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Há pouco mais de um mês, a dona de casa Vera Lúcia Neves de Assis, 57 anos, conseguia comprar seis quilos de feijão carioquinha por cerca de R$ 18,00. Ontem, de volta ao supermercado, desembolsou quase R$ 36,00 para levar a mesma quantidade para casa.
 
O que os consumidores que não dispensam o tradicional feijão com arroz no prato já notaram - e o que os setores supermercadista e agropecuário também confirmam - é que o preço do produto realmente disparou. Em estabelecimentos consultados pela reportagem, a alta chega a 100%, considerando o período entre final de março e início de maio.
 
Entre os fatores que explicam a elevação, está a diminuição das áreas de plantio, já que, devido à baixa rentabilidade no ano passado, muitos produtores migraram para outras culturas, como milho e soja. Outro motivo foi a escassez de chuvas durante o verão seguida por precipitações fora de hora, que prejudicaram o desenvolvimento das lavouras na região de Avaré, Santa Catarina e Paraná, principais fornecedores do grão para o estado de São Paulo.
 
“Com isso, neste último mês, o preço da saca subiu 14%, e está sendo vendida (pelos produtores a intermediários) por aproximadamente R$ 210,00. A alta maior que está sendo repassada aos consumidores é mera especulação de mercado”, analisa Maurício Lima Verde, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e presidente do Sindicato Rural do Estado de São Paulo em Bauru.
 
Em um supermercado da cidade, o quilo que custava R$ 2,99 no final de março está sendo vendido, hoje, por até R$ 5,99. Em outro estabelecimento, o salto foi de R$ 2,98 para R$ 5,80.
 
Mas, mesmo com valores tão salgados, os consumidores não deixam de levar o tradicional feijãozinho para casa. A dona de casa Vera Lúcia, por exemplo, prefere pagar mais caro a ter de substituir o alimento por outras opções, como o feijão preto, que custa, em média, R$ 3,20 o quilo.
 
“Na minha família, são cinco pessoas e ninguém gosta de outro tipo de feijão. Não tem como deixar de comprar porque não dá para ficar sem. Se não tiver o feijão comum, o almoço não é completo”, frisa. 
 
 
 
Sem falta
 
Mesmo reclamando do preço alto, o aposentado Oswaldo Gumieira, 68 anos, também não abriu mão do produto. “Feijão preto, só na feijoada, e feijão branco só serve para dobradinha. O feijão de todo dia não pode faltar”, salienta.
 
No entanto, de acordo com o gerente de compras Marcos Renato Lourenção, a venda de outros tipos de feijão que não o carioquinha já aumentou 30% em uma rede supermercadista bauruense. “É o caso do feijão preto, que custa praticamente metade do preço do tradicional. Com a temperatura mais amena, é um incentivo para preparar aquela feijoada”, recomenda. 
 
Sócio-proprietário de outro estabelecimento da cidade, Dario Ossamo Toma ressalta que o consumo de feijões mais nobres, como o jalo, rosinha e bolinha, também aumentou, porque são comercializados a preços que, agora, praticamente se equiparam ao do carioquinha. “A questão é que a qualidade do feijão comum não está boa. 
 
E a diferença de preço para os mais caros, hoje, é mínima, de apenas R$ 1,00, o quilo”, aponta. 
 
Segundo Lourenção, embora a elevação de custos tenha se iniciado no final de março, a população só começou a sentir o impacto do momento negativo na segunda quinzena de abril, graças à ampliação programada dos estoques. 
 
“Quando soubemos que iria haver esta alta, compramos em maior quantidade para retardar ao máximo o repasse ao consumidor”, assinala. Até o final de maio, ele acredita que os preços possam baixar diante de uma possível redução no consumo e da expectativa de melhoria na produtividade das lavouras.
 
 
 
Produto vulnerável
 
De acordo com Maurício Lima Verde, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e presidente do Sindicato Rural do Estado de São Paulo em Bauru, o feijão é um dos produtos que mais sofrem variação de preço ao longo do ano por ser muito vulnerável às alterações climáticas. 
 
“Qualquer chuva fora de hora ou seca prolongada já prejudicam toda a produção e não há muito o que ser feito para recuperá-la. Conheço grandes produtores que praticamente quebraram em função disso”, comenta.
 
Por este motivo, ele afirma que não é possível prever se os preços continuarão subindo ou se sofrerão queda nos próximos meses. “No meu ver, a tendência é de estabilidade.
 
Mas esta variação acentuada é histórica e não dá para dizer, com certeza, o que ocorrerá daqui para frente”, resume. 

 





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