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Basquete: Solta o grito!

Após 14 anos, Bauru volta a ser campeão estadual; título incontestável premia projeto iniciado em 2008


Atualizada à 0h50
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O torcedor bauruense agora pode dizer que é bicampeão paulista. Com uma convincente vitória sobre o Paulistano na noite desta segunda-feira (10), por 79 a 68, no Ginásio Antonio Prado Júnior, em São Paulo, o Paschoalotto/Bauru fechou a série final em 3 a 0 e conquistou o tão sonhado título estadual. Foi também o primeiro troféu de campeão do atual projeto na categoria principal – a equipe já venceu a Liga de Desenvolvimento no começo do ano, o nacional sub-22.

Com o ginásio completamente lotado, sendo que metade eram torcedores do Bauru, o Dragão soube conduzir a partida decisiva para garantir o caneco do paulista. Este é o terceiro grande título que o basquete da Cidade Sem Limites tem agora em sua galeria, somando-se ao do Paulista de 1999, e ao do Campeonato Brasileiro de 2002, todos sob o comando do técnico Guerrinha.

Caio Casagrande/Bauru Basket/Divulgação
Jogadores do Bauru Basket comemoram o segundo título paulista do basquete bauruense

Quente

Os primeiros dois pontos do jogo foram de Larry Taylor, mas logo em seguida Holloway colocou o Paulistano na frente. Bauru errou pelo menos três lances consecutivos no ataque, e o time da casa conseguiu colocar um ponto na frente, após cesta de César – 9 a 8. Os visitantes não deixaram a diferença no placar aumentar e foram para cima, pontuando com Larry, Murilo e Ricardo Fischer. No final do período, Holloway e Arthur Pecos fizeram mais duas cestas do perímetro, e o Paulistano fechou em 19 a 17.

As equipes erraram muito no início do segundo quarto, com o primeiro ponto sendo anotado apenas com dois minutos, e estes saíram das mãos de Holloway. Na sequência, Murilo errou tentativa de três pontos, e Mineiro fez mais dois para o Paulistano. O pivô bauruense se redimiu, cravou bela bola, mas Manteguinha acertou do perímetro, com resposta imediata de Andrezão, diminuindo para quatro pontos a vantagem dos donos da casa, 26 a 22.

A partir daí, Bauru passou a comandar as ações do período. Andrezão fez dois pontos e Barrios matou bola de três, empatando o jogo, 29 a 29. No lance seguinte, Mineiro atingiu Andrezão com uma cotovelada, sofrendo falta técnica. Ele converteu um dos lances livres, colocando os bauruenses na dianteira. A torcida do Bauru, que lotou metade do ginásio, inflamou ainda mais o Dragão, com Murilo fazendo seis pontos seguidos e Barrios fechando o período com bola de três: 39 a 32 para os visitantes - que se sentiam em casa, tamanha era a torcida a favor, mesmo a 340 km da Panela de Pressão.

Ninguém segura

No terceiro período, Bauru seguiu melhor. Mesmo com boa produção ofensiva de Renato e Arthur Pecos, que puxavam o Paulistano, os comandados do técnico Guerrinha se mantiveram o tempo todo com pelo menos cinco pontos de vantagem. Duas bolas seguidas dos irmãos Fischer – primeiro Fernando, depois Ricardo - fizeram a diferença subir para oito pontos, 55 a 47.

No período final, Bauru fez duas bolas seguidas de três com Fabian Barrios, mas o ex-bauruense César, que atuava pelo Tilibra/Copimax no título de 1999, calibrou a mão do perímetro, tentando segurar o marcador. Em vão. A torcida de Bauru já ensaiava o grito de “bicampeão” na arquibancada e, em quadra, o time não deixava o ritmo cair. Gui cravou e Murilo fez outra cesta de três, aumentando a vantagem. A um minuto do fim, a torcida, em pé, já gritava: “É campeão”. E coube a Gui Deodato, bauruense e cria da base do Bauru Basket, sacramentar a conquista com uma bela enterrada, fechando o placar em 79 a 68. Festa bauruense na Capital.


‘Em casa’

A torcida do Paschoalotto/Bauru promoveu uma verdadeira “invasão” ao Ginásio Antonio Prado Júnior à noite. A Torcida Fúria organizou uma excursão com dois ônibus, que chegaram ao local cerca de uma hora antes do início da partida. Dezenas de bauruenses também foram de carro e se juntaram a outros que residem na Grande São Paulo, tomando metade do ginásio.

O grande número de torcedores de Bauru – cerca de 500 - fez o time se sentir em casa, dominando o marcador desde a metade do segundo período. Curiosamente, o título Paulista em 1999 e o Brasileiro em 2002 foram conquistados na Panela de Pressão. Desta vez, foi fora de casa, mas não dá para dizer que foi longe da torcida, que fez o “Inferno Azul” na Capital.

A diretoria do Paschoalotto/Bauru prepara uma carreata para comemorar a conquista, nesta terça-feira (10), às 19h, na Avenida Getúlio Vargas (altura da Polícia Federal).


Guerrinha: ‘Essa conquista é da cidade’

Técnico do Bauru nos outros títulos do basquete, Guerrinha mais uma vez conduziu a equipe a uma conquista. “Essa conquista é para a cidade de Bauru que sempre nos apoiou e tornou possível que nosso projeto crescesse tanto. Isso também é fruto da época do Tilibra, e demonstra a importância de ter continuidade”, ressaltou.

“Queremos continuar fortes na base e desenvolver mais ainda o basquete na cidade. A Paschoalotto acreditou no esporte, fez algo raro no Brasil, dando um aporte de três anos, e agora pode vir mais por aí”, mencionou. Logo em seguida, os jogadores deram um “banho” de gelo no treinador, iniciando a “mini volta olímpica” na quadra do Paulistano. Depois, foi a vez da premiação, com a entrega do troféu tão aguardado aos bauruenses.

O auxiliar Hudson Previdelo, ao lado de Guerrinha no atual projeto desde 2009, fez questão de valorizar o trabalho do comandante.“Todos têm mérito no título, mas ele (Guerrinha) foi o grande responsável pela volta do basquete em Bauru e por tudo isso”, afirmou.

O diretor Vitor Jacob também enalteceu o trabalho feito na temporada. “É a soma de resultado, de um projeto que foi sendo construído desde 2008. A gente acreditava muito na conquista, por tudo que a gente fez ao longo do campeonato”, citou. Bauru foi o líder na primeira fase e encerrou o Paulista (somando-se primeira fase mais playoffs) com 27 vitórias e apenas sete derrotas.

 





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