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22/09/12 02:30 - Geral

DAE: moradores clamam por água

Apesar do conserto da adutora da ETA, que capta água do Rio Batalha, abastecimento só deve ser normalizado hoje

Bruna Dias
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Malavolta Jr. 
Diego Santos acumula louças e panelas na pia por que não tem água no apartamento

Depois de um dia inteiro de chuva com diversas intensidades e alívio do calor intenso, Bauru ainda sofre com a falta d’água. Agora a população critica, mais uma vez, o problema recorrente e clama pelo “líquido da vida”. Após o rompimento da adutora de 24 polegadas, que capta água do Rio Batalha, nesta quarta-feira, mais de 17 bairros sofrem com a secura nas torneiras. Segundo o DAE, o problema só será normalizado ao final da tarde deste sábado (leia mais abaixo).

O que gerou revolta da população no dia de ontem não foi só a falta d’água nas casas e comércio, mas a ineficiência no atendimento do telefone “0800” do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru. Pela manhã, a reportagem tentou vários contatos sem sucesso.

O telefone, que possui cinco linhas, cinco ramais e duas linhas diretas somente para atendimento ao público, ficou congestionado. Mesmo assim a autarquia registrou 212 pedidos de caminhão-pipa anteontem e, até o início da tarde de ontem, tinham sido computadas 75 solicitações como esta.

Diretamente, a adutora que traz água para a Estação de Tratamento de Água (ETA) abastece 13 bairros: Jardim Terra Branca, Vila Independência, Vila Falcão, Jardim Ouro Verde, Jardim Aeroporto, Jardim América, Altos da Cidade, Centro, Vila Cardia, Santa Cândida, Vila Dutra, Vila Industrial e Jardim Bela Vista. No entanto, “alimenta” indiretamente outros quatro bairros: Jardim Bela Vista, Vila Universitária, Cruzeiro do Sul e Higienópolis. Por isso, grande parte da cidade reclama da secura nas torneiras.


Até quando?

Afinal, por que demora tanto para a água voltar às residências, já que a adutora foi consertada na noite de anteontem? Segundo a assessoria de imprensa do DAE, por mais que as chuvas aumentem o nível do Batalha, a água captada passa por um minucioso processo de tratamento, que é demorado.

Portanto, por mais que a adutora já esteja funcionando desde anteontem, ainda demora para os reservatórios chegarem à sua capacidade ideal. A expectativa do DAE é que esses bairros prejudicados fiquem com abastecimento normal no final da tarde de hoje.


Do jeito que dá

Em um condomínio de 52 apartamentos, localizado no Jardim Infante Dom Henrique em Bauru, os moradores se viram como podem. Mesmo com reservatórios de 12 mil litros de água, o que chega em alguns momentos do dia e também com a compra de caminhões-pipa não é suficiente para todos.

No apartamento onde residem as estudantes Greisse Faria, 24 anos e Priscila Meireles, 27 anos, que moram com outras três colegas, muita louça na pia. “Não dá para lavar louça e nem para comer aqui porque a louça suja só vai aumentando. Eu tenho tomado banho na casa do meu namorado porque aqui não chega água”. Priscila também conta com a ajuda das amigas para poder tomar banho.


Aproveitando a chuva

A moradora da Vila Souto, Nilza Bonini, não entende o porquê falta água em sua casa, onde moram apenas ela, o esposo e a neta. “Isso porque eu moro perto de um reservatório do DAE e tenho duas caixas d’água de 3 mil litros cada. É um absurdo. Se isso acontece é porque a água não chega mesmo. Para ajudar, essa madrugada peguei água da chuva para usar em casa”, criticou.


Na madrugada

Ainda no mesmo residencial, Adriano Borba e Diego Santos esperam a água chegar durante a madrugada para poderem tomar banho. As roupas e louças ficam sujas. A zeladora do prédio, Rita de Cássia Carvalho, conta, mostrando o reservatório, que não conseguiu comprar água de caminhão-pipa no dia de ontem.

“Agora a água está chegando, mas não dura muito. Hoje a situação piorou porque não consegui nem comprar água em caminhão-pipa. O pessoal vai continuar nesse racionamento até uma solução”, disse Rita. 





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