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Emdurb assume coleta seletiva dia 15

Deficitário, o serviço deixará de ser realizado pela Semma até a próxima terça-feira, por determinação do prefeito

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Em meio a dificuldades, o serviço de coleta seletiva deixará de ser responsabilidade da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) e terá de ser assumido pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural e Bauru (Emdurb) até o próximo dia 15. A informação foi antecipada ontem pelo prefeito Rodrigo Agostinho e confirmada pelo presidente da autarquia, Nico Mondelli.

As mudanças necessárias para tornar a coleta mais eficiente, no entanto, não devem ocorrer agora. Segundo a assessoria de imprensa da Emdurb, o serviço será assumido, inicialmente, a partir da mesma estrutura de que a Semma dispõe.

Atualmente, são cerca de 17 coletores e quatro caminhões. De acordo com o titular da Semma, Valcirlei Gonçalves da Silva, para dar conta de toda a demanda, seriam necessários aproximadamente 45 funcionários e ao menos mais um caminhão-reserva.

“Quando um caminhão quebra, o cronograma do dia já deixa de ser cumprido. Os quatro precisam estar funcionando para não atrasar nenhum setor. Se atrasar, só será feito na semana seguinte”, comenta. Mas, até por conta da sobrecarga, é inevitável que os veículos quebrem. Ontem, por exemplo, apenas três rodavam a cidade para recolher o lixo reciclável.

Um setor que ficou desassistido foi o do Jardim Bela Vista. No bairro, a coleta é feita às segundas-feiras, porém, por conta dos feriados de Natal e Ano Novo, a recolha foi cancelada nas últimas duas semanas. Mas ontem, sem aviso prévio, o lixo ficou nas ruas novamente.

“Já é a terceira semana seguida. Faço questão de separar o material reciclável, mas estou com um monte de lixo acumulado em casa. E não é a primeira vez que isso acontece na administração do (prefeito) Rodrigo, que se diz ambientalista”, reclama um morador, que preferiu não se identificar.


No papel

De fato, os problemas já deixaram de ser novidade, conforme reconhece o secretário do Meio Ambiente. Tanto é que a decisão de transferir a gestão do serviço para a Emdurb já havia sido anunciada pelo prefeito Rodrigo Agostinho em agosto do ano passado. Desde então, a decisão - cuja concretização teria sido adiada algumas vezes ao longo do segundo semestre do ano passado - ficou no papel.

“Houve uma certa resistência porque o serviço não é lucrativo para a empresa. Mas é algo que precisa ser feito por alguém que possa aumentar o quadro de coletores, o que, infelizmente, a prefeitura já não pode mais fazer”, observa o prefeito.

O motivo da mudança foi, justamente, este impedimento. Pela prefeitura, os responsáveis pela coleta seletiva são contratados como coletores. Porém, quando a coleta de lixo doméstico comum foi terceirizada para a Emdurb, a administração municipal foi legalmente proibida de contratar novos coletores. Assim, a mão de obra diminui a cada dia e não pode ser reposta.

“Toda vez que um funcionário se aposenta ou pede demissão, não podemos colocar outro no lugar. Também não podemos colocar um ajudante geral para fazer este trabalho, porque seria desvio de função. Ficamos de mãos atadas e, por isso, já não temos mais condições de fazer o serviço”, complementa Valcirlei Silva.


Serviço deficitário

De acordo com o titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Vacirlei Gonçalves da Silva, a deficiência no serviço de coleta seletiva se agravou nos últimos seis meses. Mas, há mais tempo, a redução do número de funcionários somada ao aumento no volume de lixo reciclável separado pela população já havia se tornado uma equação difícil de solucionar.

“Muitos funcionários já têm certa idade e nem todos conseguiriam trabalhar numa escala extra no sábado, por exemplo, por mais que pagássemos estas horas a mais”, pondera o secretário. Em tom crítico, ele afirma que a administração errou ao estimular a população a fazer a separação do lixo, sem que a iniciativa viesse acompanhada da melhoria na infraestrutura para oferecer o serviço.

“A ideia era aumentar o número de caminhões e funcionários para fazer a redistribuição dos setores. Como isso não aconteceu, hoje o caminhão lota antes de terminar de percorrer seu setor. Passamos a contar com os ecopontos para que a população não precise esperar demais, mas aí temos de deslocar um caminhão para fazer a coleta nesses ecopontos. Trabalhamos no limite”, detalha.


Transição

A transferência da gestão da coleta seletiva não deverá representar, de imediato, melhoria no serviço. Conforme apurou o JC, inicialmente a Emdurb deve assumir as atividades a partir da estrutura de que dispõe a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma).

Inicialmente, a prefeitura deve repassar a frota de quatro caminhões para a autarquia e ceder temporariamente seus motoristas para o treinamento dos novos funcionários. Em agosto do ano passado, o prefeito também havia dito que compraria novos veículos para a realização do serviço. A contratação dos coletores, no entanto, ficaria sob responsabilidade da Emdurb.


Ecopontos

Quando a coleta seletiva atrasa, uma solução é levar o lixo reciclável acumulado até um dos seis ecopontos da cidade, locais voltados a receber pequenas quantidades de entulho. Os pontos estão localizados na quadra 2 da rua Sorocabana, sob o viaduto Antônio Eufrásio de Toledo; quadra 4 da rua Américo Finazzi, no Núcleo Mary Dota; quadra 4 da rua Noé Onofre Teixeira, no Redentor/Geisel; quadra 1 da rua 41, entre as ruas Joaquim Gonçalves Soriano e Maurício Pereira de Lima, na Pousada da Esperança 1; quadra 4 da rua Dulce Duarte Carrijo, no Núcleo Edson Francisco da Silva (Bauru 16); e quadra 28 da rua Bernardino de Campos, no Parque Viaduto.
 





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