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Bauru e grande região - Quarta-feira, 04 de maio de 2016
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Corpos das vítimas de desastre aéreo em Pratânia são sepultados em Suzano

Gustavo Rejane/Diário de Mogi
Hora do adeus - Os ocupantes do avião que caiu na quarta-feira, em Pratânia, foram sepultados ontem, em Suzano, em meio a grande comoção

Os corpos do vice-presidente da Câmara  de Suzano, Jessé de Almeida (PR), 43 anos, e dos seus primos Rubens Geraldino, 60 anos, e Edson Geraldino, 44 anos, foram sepultados ontem pela manhã, em Suzano (374 quilômetros de Bauru).

Conforme informações concedidas pelo jornal O Diário de Mogi, que acompanhou o sepultamento, o velório aconteceu durante a madrugada no Ginásio de Esportes Paulo Portela e contou com a presença de centenas de pessoas.

Pela condição dos corpos, o horário do enterro, que estava previsto para o meio-dia, foi adiantado para as 11h, no Cemitério Colina dos Ipês, também em Suzano. Como todos eram da mesma família, os corpos foram sepultados na mesma campa.

Conforme o JC publicou na edição de ontem, as três mortes foram provocadas por um acidente envolvendo um avião civil Explorer, matrícula PR-ZAL, que estava desaparecido desde a última quinta-feira.

A aeronave havia partido na do Aeroporto Estadual Campos dos Amarais (base de manutenção e serviços da Inpaer, fabricante do avião), em Campinas, com destino a Londrina (PR), e desapareceu durante o trajeto.

Destroços

Na última sexta-feira, equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Polícia Militar (PM) localizaram no canavial de uma fazenda de Pratânia (70 quilômetros de Bauru) os destroços do avião. O local da queda da aeronave é de difícil acesso e fica a aproximadamente três quilômetros de Pratânia, na fazenda Santo Antônio de Palmares. Por volta das 12h15, as equipes encontraram os destroços do avião e de dois corpos, de Jessé e Rubens. O corpo do piloto, o empresário Edson Geraldino, proprietário de uma distribuidora de doces, foi encontrado somente à noite, próximo ao das outras duas vítimas do desastre aéreo.

O acidente aconteceu no momento em que um forte temporal atingia a região de Botucatu, portanto, acredita-se que o mau tempo tenha colaborado para a queda da aeronave, que sobrevoava a zona rural. Moradores de sítios escutaram o forte barulho de algo vindo do céu e se chocando com a terra.

O avião havia sido adquirido recentemente pelo empresário de Mogi das Cruzes Edson Geraldino, que já tinha o brevê de piloto há algum tempo. Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o monomotor, modelo Explorer, tinha caráter experimental, ou seja, não era certificado pela Anac, apenas registrado.

As investigações sobre a queda da aeronave serão conduzidas pela Polícia Civil, de acordo com informações do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).
 


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