São Paulo - Dois homens em uma moto atiraram, no início da manhã de ontem, contra a fachada do 13.º Distrito Policial (Casa Verde), onde funciona também a 4.ª Seccional, na zona norte de São Paulo.
Foi atingido ainda o muro da 1.ª Companhia do 9.º Batalhão da Polícia Militar, no prédio ao lado. Ninguém ficou ferido. A polícia investiga se os disparos têm relação com a série de ataques ocorridos nos últimos meses contra as forças de segurança.
Os dois rapazes, um de capacete e outro de boné, passaram em uma moto Falcon prateada pela avenida Casa Verde e dispararam contra a fachada da delegacia às 6h15.
As balas atingiram a escadaria, a rampa de acesso e a parede do DP, além do muro do prédio da PM. Naquele momento não havia ninguém na frente do local.
Policiais militares estavam no pátio da companhia, aguardando a troca de turno, às 7h. Os atiradores conseguiram fugir. O trânsito local ficou interrompido por uma hora.
Segundo os peritos, foram encontradas seis cápsulas na frente da delegacia, provavelmente de munição calibre .40, a mesma usada pela polícia.
O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, disse que é cedo para apontar a motivação. “Em um primeiro momento, a avaliação é de que se tratou de um ato isolado, provavelmente cometido por bandidos querendo notoriedade no mundo do crime. Inicialmente, foi mais um ato de vandalismo, o de atirar contra um prédio público”.
Lima, porém, fez uma ressalva. “Quando se começa a atirar contra viatura, contra a polícia, é preciso a sociedade estar atenta. São moleques ou um grupo querendo afrontar o Estado?”.
Titular do 13.º DP, o delegado Celso Correia Júnior afirmou que policiais do distrito não receberam nenhuma ameaça recentemente que pudesse indicar algo planejado. Ele procura imagens de câmeras que possam ter flagrado os disparos, além de testemunhas do ataque.
Responsável pela companhia da PM que teve o muro atingido, o capitão André Oliveira disse que não houve, nos últimos dias, prisão de nenhum suspeito relevante no mundo do crime ou confronto que tenha terminado com a morte de alguém, situações que poderiam motivar um revide. Ele afirmou, porém, que a atenção será redobrada.
Somente em junho, quando teve início a onda de violência, quatro bases da PM foram atacadas. Ônibus foram incendiados e bairros da zona sul, como Capão Redondo e Parque Bristol, tiveram toque de recolher.
