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Polícia

Batalhão faz treinamento de choque

A ação envolveu 180 policiais militares, 53 viaturas e realizou uma varredura nas cidades de Bauru e Agudos ontem

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Malavolta Jr. 
Ação prepara os policiais para combates como rebeliões e grandes manifestações
Treinamento de choque e patrulhamento ostensivo. Este foi o objetivo da Operação Batalhão Matricial de Polícia Militar (PM), realizada ontem em Bauru. A ação, que envolveu um efetivo de cerca de 18

policiais militares das cidades de Bauru, Jaú, Marília, Assis, Lins e Ourinhos, resultou na prisão de quatro pessoas, sendo três homens e uma mulher, e na apreensão de dois adolescentes. No total foram apreendidos R$ 215,95 em dinheiro e moedas, 142 pedras de crack, quatro porções de cocaína, uma de maconha, duas balanças de precisão, um aparelho celular e uma faca. 

 
O comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPMI), tenente-coronel Nelson Garcia Filho, explica que a ação tem o objetivo de treinar o efetivo para grandes acontecimentos, como uma rebelião ou grande manifestação. 
 
“Nós conseguimos reunir quase 2

policiais da equipe de Força Tática, que abrange Canil, Cavalaria, as motocicletas e viaturas de quatro rodas, em menos de seis horas em ações como esta. Esse tipo de treinamento é importante em situações como grandes rebeliões e interdições de rodovias, por exemplo”, disse.

 
Segundo Garcia, nesses encontros os policiais acabam conhecendo também as necessidades e peculiaridades de cada cidade, além do próprio grupo. “Essa ação não é realizada só em Bauru, mas em todas as seis cidades das quais eles vieram. Então, eles acabam conhecendo a necessidade de cada uma destas cidades e do grupo durante o treinamento de choque”, acrescentou.
 
 
 
Tráfico
 
A Operação Batalhão Matricial da PM teve início pela manhã, quando as equipes de Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas (Rocam), Canil, Cavalaria e viaturas de quatro rodas começaram patrulhamento ostensivo em Bauru com vistas para o tráfico de entorpecentes.
 
De acordo com o tenente Bruno Mandaliti Scarp, comandante do 1º Pelotão de Força Tática da PM de Bauru, este momento engloba saturação, visibilidade e bloqueio. Às 9h5

, em patrulhamento na quadra 2 da avenida Nuno de Assis, Ricardo Alexandre Dias Ferreira, 33 anos, foi abordado ao tentar fugir da PM. Em busca pessoal, foi encontrado com ele um pote plástico com 36 pedras de crack e uma pequena porção de cocaína, que pesou 1

gramas. O rapaz foi detido e apresentado ao Plantão Policial, onde foi ratificado o flagrante delito por tráfico de drogas.

 
Um pouco mais tarde, às 1

h2

, outra equipe flagrou um ponto de tráfico localizado na rua Preciosa Souto de Anchieta, Núcleo Fortunato Rocha Lima. De acordo com dados do boletim de ocorrência (BO), quando a PM se aproximou do local, Maykon Willian Pereira da Silva, 18 anos, tentou fugir.

 
Ele correu em direção à calçada, onde estavam Jairo da Silva Castro, 18 anos, e dois adolescentes de 15 e 16 anos, sendo que um destes tentou dispensar algo que estava na sua mão. Jairo também tentou jogar algo sobre o muro que, posteriormente, a PM constatou que eram oito pedras de crack.
 
No total, foram apreendidos 11 pedras de crack, uma porção de 1,89 grama de cocaína e R$ 65,

em dinheiro. Todos foram detidos e conduzidos ao Plantão Policial de Bauru, onde foram presos em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Os adolescentes foram liberados aos seus pais.

 
Minutos depois, outro flagrante foi feito pelos PMs na rua Evaldo Hinke Neto, Núcleo Fortunato Rocha Lima. Em uma residência onde estavam W.R.P., 2

anos, e um adolescente de 17 anos, foram apreendidas 95 pedras de crack que pesaram 38,87 gramas, duas pequenas porções de cocaína, uma de maconha, R$ 15

,95 em dinheiro e moedas, duas balanças de precisão, um aparelho celular e uma faca.

 
W.R.P. foi detido e levado à Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru, onde foi ratificado o flagrante delito por tráfico de drogas. Sua identidade foi mantida em sigilo pela Polícia Civil. O adolescente foi liberado a seus responsáveis. 
 
Os três homens detidos pelo batalhão especial seriam encaminhados ainda ontem a uma unidade prisional da região. Em Agudos (13 quilômetros de Bauru), a Força Tática, também como parte da operação especial, prendeu mais um homem com nove pedras de crack na Praça da Pampulha.
 
 
 
Balanço final
 
O balanço final da operação especial da Polícia Militar (PM) foi de 354 pessoas abordadas, 173 condutores abordados, 115 motocicletas vistoriadas, 72 veículos fiscalizados, 8 condutores autuados administrativamente, quatro veículos e duas motocicletas apreendidas por infrações administrativas, 13 pontos de bloqueio estratégicos e 65g de crack, 18g de cocaína e 2g de maconha apreendidas. 
 
Com vistas às contravenções penais de jogos de azar, foram vistoriados quatro bares, mas nada de ilícito foi encontrado. A Operação Batalhão Matricial da PM, realizada periodicamente a cada três meses, contou com 53 viaturas, entre carros e motos, e o efetivo de cerca de 18

policiais de seis batalhões do Centro Oeste Paulista.

 
 
 
Ataque
 
A etapa do treinamento de choque foi feita no Centro de Treinamento da Polícia Militar localizado na cidade de Agudos (13 quilômetros de Bauru). A área de 42 mil metros quadrados doada pela Prefeitura Municipal ficou repleta de policiais, entre eles apenas duas mulheres.
 
O treinamento começou às 14h com a divisão da equipe em quatro pelotões, comandados pelo capitão Paulo César Valentim, comandante da Força Tática em Bauru, e pelo major Flávio Jun Kitazume, coordenador operacional do 4º BPMI. 
 
A primeira equipe treinou ataque com nove cães do Canil. A segunda e a terceira, ações diretas de choque com lançamento de bombas de gás lacrimogêneo. A quarta envolveu os PMs e 12 cavalos da Cavalaria da PM. Neste momento, foi ateado fogo em pneus para simular uma grande manifestação. Os atiradores lançaram bombas e treinaram os cavalos para passar próximo ao fogo.
 
“É importante também o treinamento com animais para que eles se acostumem com estas situações e não sintam medo da realidade. Eles têm que se acostumar com o barulho das bombas e com o fogo”, acrescentou o comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPMI), tenente-coronel Nelson Garcia Filho. 
 




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