| Éder Azevedo |
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| Land Rover é apreendida: veículo de luxo integrava “frota” |
A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru apreendeu, na manhã de ontem, uma Land Rover da quadrilha milionária de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, que teve seu braço financeiro desmantelado anteontem.
O carro, avaliado em mais de R$ 160 mil, foi localizado em um estabelecimento comercial e é o nono veículo recolhido pela Polícia Civil em dois dias.
Na quinta, já haviam sido apreendidos um Ford Fusion, um New Fiesta, um Fiesta, uma picape Strada zero quilômetro, um Palio, uma Saveiro, um Ford Courier, um Uno Mille e um Santana. A equipe ainda tenta localizar outros quatro automóveis que também seriam utilizados para praticar os crimes, entre eles um Porsche Panamera avaliado em R$ 300 mil. Ao todo, o valor da frota é estimado em mais de R$ 1 milhão.
Dois membros da quadrilha - Ivan de Oliveira Campos Bueno, 29 anos, e Marcos Gabriel Canali Sanches, 24 anos – já foram presos e permanecem presos temporariamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru, mas o líder da organização, Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, 27 anos, é procurado.
A Dise agora se debruça sobre o farto material apreendido, entre computadores e grande quantidade de anotações de contabilidade do tráfico e de lavagem de dinheiro.
Bolívia
| Éder Azevedo |
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| Adesivos com as imagens de Che identifi cavam cocaína |
Em meio aos documentos, havia cerca de 100 adesivos com a imagem do revolucionário Che Guevara e a inscrição “Made in Bolívia”, que seriam utilizados para identificar as porções de cocaína comercializadas pela quadrilha. “Os adesivos eram a grife da quadrilha. Mas ainda há muito material para ser triado, incluindo documentos com informações bancárias, e novas provas poderão surgir”, adianta Ricardo Dias, titular da Dise.
Por este motivo, ele destaca que ainda é difícil avaliar o volume de dinheiro movimentado pelos criminosos, embora já se saiba, por meio das anotações de contabilidade apreendidas, que eles tinham mais de R$ 6 milhões a receber de devedores. Além dos veículos e dos R$ 21,5 mil apreendidos, as investigações apontam que o grupo possuía ao menos dez imóveis, de valor ainda não calculado.
O titular da Dise explica que o dinheiro obtido com o tráfico de drogas, principalmente a cocaína, era lavado a partir da aquisição destes imóveis e veículos.
