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Após fazer assalto, ladrão é baleado

Perseguição a assaltantes culmina com três presos, um deles baleado, na favela do Jardim Europa; alvo foi joalheria

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Três homens foram presos em flagrante pela Polícia Militar (PM), na manhã de ontem, acusados de roubar uma loja de joias e semijoias na zona sul de Bauru. O fato aconteceu durante uma perseguição da equipe de Ronda Ostensiva com apoio de Motocicletas (Rocam) da Força Tática da PM nas imediações da favela do Jardim Europa.

Na ocasião, um dos acusados sacou um revólver calibre 32 contra o policial e acabou baleado na perna. Os outros dois foram capturados após invadirem uma casa e se esconder em um matagal próximo a uma construção.

Dentro do veículo em que os acusados estavam foram apreendidos relógios e joias, além de três bandejas de tecido com o logotipo da joalheria, alvo do crime minutos antes. Em menos de sete meses, este é o segundo assalto envolvendo a mesma loja, que possui circuito interno de segurança e vigia.

Segundo informações do boletim de ocorrência, ao todo o grupo roubou mais de 110 anéis, 60 brincos, nove relógios e três estojos de maquiagem. O valor total dos objetos (que não foi divulgado) era tão alto que o delegado plantonista decidiu devolver tudo à loja ao invés de ficar com as mercadorias apreendidas.

Operação

Conforme o JC apurou, o assalto à joalheria, localizada na quadra 8 da avenida Getúlio Vargas,  aconteceu por volta das 10h30 de ontem. Com o intuito de despistar os policiais e as testemunhas, os assaltantes portavam capacetes no momento da ação, que foi filmada pelas câmeras de segurança da loja.

Segundo a proprietária do estabelecimento, seis funcionárias e um vigia estavam no local quando os bandidos entraram e anunciaram o assalto, fugindo a pé com os produtos.

Na ocasião, algumas trabalhadoras passaram mal por ficarem muito nervosas e precisaram ser levadas ao Pronto-Socorro Central (PSC).

De acordo com o capitão Alessandro Rosseto, testemunhas viram o momento em que os suspeitos, que trajavam camiseta azul, correram com os capacetes nas mãos e entraram em um carro estacionado na rua Dr. Fuas de Mattos Sabino. Emitida pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), a informação preliminar levou os PMs a realizarem buscas em toda a região.

Diversas viaturas e até o helicóptero Águia da PM foram designados na operação que, em menos de 20 minutos, culminou com os acusados presos e o veículo onde os produtos do roubo estavam, um Ford Fiesta prata com placas de Bauru, apreendido. As roupas usadas pelo grupo no assalto também estavam no veículo.

Ao avistarem a polícia, dois dos acusados, Daniel Alves de Lima Junior, 19 anos, e Willian Bonner Domiciano Silva, 20 anos, invadiram uma casa localizada na quadra 3 da rua Luiz Bleriot, pularam o muro, entraram em um matagal e posteriormente em uma construção, onde acabaram localizados e presos. Segundo a PM, Willian já tem ficha criminal por homicídio.

No mesmo instante, outro cerco era realizado para abordar Marcos Roberto Orestes Júnior, 20 anos, que desceu do carro e correu pela rua ao invés de fugir com os outros dois acusados.

Na ocasião, o rapaz teria sacado a arma e acabou atingido por um disparo na perna efetuado pelo policial.

 

Legítima defesa

De acordo com o coordenador operacional do 4º Batalhão da Polícia Militar no Interior (4º BPM-I), major Flávio Kitazume, sobre o disparo realizado pelo policial existem “plenos indícios da legalidade” e da proporção do ocorrido.

“O meliante estava armado e teria sacado o revólver da cintura. Temos as provas de que eles eram os autores dos roubos. Diante do perigo real e iminente, o policial procurou acertar uma região não vital”, enfatiza o major sobre a caracterização da legítima defesa.

 

Desfecho

Baleado na perna, Marcos Roberto Orestes Júnior foi socorrido pela própria viatura da polícia, sendo encaminhado ao Pronto-Socorro Central (PSC), onde foi medicado e liberado para prestar depoimento no Plantão Policial, junto aos outros dois acusados.

O revólver calibre 32 utilizado por ele foi apreendido com quatro cartuchos intactos. O veículo que levava os assaltantes, bem como o local onde o disparo aconteceu, foram preservados para o trabalho de perícia da Polícia Científica.

No momento em que os policiais cercavam os bandidos nas imediações da favela do Jardim Europa, o vigilante Claudio Eusebe, 52 anos, conta que lavava seu carro na rua quando observou os acusados invadindo sua residência para fugir do cerco. Na ocasião, a casa estava vazia.

“Eu fiquei apavorado. O medo me fez ficar estático, nunca tinha visto uma cena dessas e foi acontecer bem na porta da minha casa”, comenta o morador.
 





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