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Corpo encontrado em frente ao UPA da Vila Ipiranga é reconhecido por familiares


Atualizado às 22h30
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O corpo de um homem foi abandonado em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Ipiranga, no início da tarde desta segunda-feira (3). A morte, conforme apontou exame necroscópico realizado no Instituto Médico Legal (IML), ocorreu em decorrência de espancamento, algumas horas antes da vítima ser deixada em frente à unidade.

De acordo com uma testemunha, que teve a identidade preservada por questões de segurança, o cadáver teria sido abandonado na porta da UPA por indivíduos a bordo de um automóvel de cor clara, segundo ela, um Gol branco. Essa mesma pessoa que diz ter presenciado o fato, um pedreiro de 27 anos, pegou a vítima no colo e entrou com ela na unidade de saúde em busca de atendimento.

Essa testemunha, que segundo a polícia tem passagem criminal por porte ilegal de arma de fogo, alega não conhecer o homem morto. “Faria isso por qualquer outra pessoa”, disse, ainda na UPA, ao lado de policiais militares da Base Oeste e às equipes plantonistas da Polícia Civil e Polícia Científica.

Sem documentação, a vítima, conforme os policiais, aparentava ter entre 20 e 25 anos. No momento em que o homem foi deixado na UPA, seu corpo estava molhado, segundo observou o médico Claudemiro Unidiciatti, plantonista da unidade de atendimento.

Esse detalhe reforçou a hipótese inicial de afogamento, mas que foi descartada após a necropsia. “Existem lesões no tórax, costas e de defesa nos braços”, detalha o legista Rodolfo Castilho, que realizou o exame no IML.

Apesar de requisitar exame complementar de sangue, o médico atestou o espancamento como causa da morte, provavelmente por asfixia decorrente de fortes pancadas observadas na região do tórax da vítima.

Até o final da tarde de ontem, familiares não haviam reconhecido o corpo no Instituto Médico Legal. A polícia investiga as circunstâncias do crime, registado como homicídio, além de buscar quem deixou o corpo em frente à UPA.

Castigo ‘além da conta’

Um castigo que teria passado dos limites é uma das prováveis linhas de investigação a ser adotada no caso, segundo comentaram informalmente alguns policiais em frente à UPA da Vila Ipiranga ontem à tarde.

Um possível acerto de contas – pois apesar do nome da vítima não ter sido divulgado, levantou-se a suspeita de ser usuária de entorpecente - por meio de um “susto” mediante violência com força “além da calculada” pelos agressores, é aventado.

Outra hipótese é de que os agressores teriam deixado a vítima no local para ser medicada. “Os autores, possivelmente, acharam que ‘não terminaram’ de matar”, disse o delegado Paulo Calil, do Plantão da Polícia Civil.

Médico da UPA e fontes policiais asseguram que o homem chegou sem vida à unidade. Contudo, o indivíduo inicialmente arrolado como testemunha e que teria “socorrido” a vítima diz o contrário. “Ele estava vivo, vi quando mexeu os olhos”, alega ele, que prestou depoimento no Plantão Policial.

Porém, a questão sobre se a vítima entrou viva ou morta no hospital está fora de discussão, conforme polícia e médicos. De acordo com o legista Rodolfo Castilho, o homem foi morto ainda pela manhã.

Reconhecimento tardio

Algumas horas após o corpo ter sido deixado em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Ipiranga, duas mulheres identificando-se como primas de um jovem desaparecido chegaram ao local.

Ao serem informadas sobre as características físicas do rapaz morto, que tinha três tatuagens, incluindo o nome “Claudenice” estampado num dos braços, elas disseram que seria um jovem que, segundo a PM, seria morador do Jardim Ouro Verde - bairro próximo ao local onde o corpo foi deixado.

Porém, até ontem à noite, nenhum parente da vítima havia comparecido ao plantão permanente da Polícia Civil, segundo informou a equipe da delegacia, nem ao IML para um possível reconhecimento do corpo.





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