Declarações dadas pela professora Roberta Maria Siqueira Cirne, 45 anos, que teve seu veículo incendiado na frente da escola em que dá aulas, no Jardim Vitória, na última terça-feira, geraram reações da comunidade que vive no local. A docente falou sobre a falta de segurança e casos de vandalismo na unidade, mas representantes da população garantem que é excelente a relação entre os moradores e a escola.
O líder comunitário Jader Ederaldo Miranda conta, inclusive, que fica com a chave que dá acesso à quadra esportiva, onde, todos os dias, coordena jogos de futebol. “Isso mostra o quanto é boa a nossa relação com a diretoria da escola”, contou.
Segundo Jader, é justamente no período da noite que a professora esta na escola, onde leciona para uma classe da Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Tenho uma boa relação com ela. Às vezes ela chama a gente para conversar, mas é bem tranquilo”, garante.
Ele explica que as únicas reclamações acontecem quando algumas crianças entram no parquinho da escola, durante os jogos de futebol, o que não é permitido. “Ela fala com a gente, mas é muito raro isso acontecer”, pontua Jader.
O líder comunitário afirma que as declarações da professora repercutiram, injustamente, em uma imagem negativa para a comunidade. “Nós fazemos de tudo para cuidar dela porque ela é importante para nós. É só ver que ela não é pichada, por exemplo”, exemplifica Miranda.
De acordo com ele, o que ocorreu com a professora Roberta, tratou-se de um caso isolado. Jader afirma ainda que a relação da comunidade com a docente é respeitosa e desconhece problemas que ‘justificassem’ o ato. Desde então, ela está afastada da sala de aula.
A reportagem do Jornal da Cidade apurou que a parceria entre a comunidade e a escola para a utilização da quadra acontece desde 2005. A comunidade nega os casos de vandalismo e violência na unidade. Em 2010, porém, dois homens foram detidos em flagrantes após furtarem 15 torneiras do local, após pularem o muro.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Ivan Engler de Almeida atende a 612 alunos do primeiro ao nono ano. De acordo com dados obtidos pela reportagem, há cerca de 40 alunos por classe na lista de espera, por conta de estudantes que tentam se transferir de escolas estaduais para a unidade.
Após ter seu veículo Citroen C3 incendiado na última terça-feira, a professora Roberta Maria Siqueira atribuiu à falta de vigilantes noturnos o problema da falta de segurança na unidade, alegando que as câmeras de monitoramento não eram suficientes.
