Único partido dos 15 que compõem a ‘arca’ de Rodrigo Agostinho (PMDB) a não participar do ato unificado, realizado no último sábado para oficializar a candidatura à reeleição do prefeito, o PSB faz sua convenção a partir das 19h de hoje. A legenda ficou de fora por não ter conseguido resolver suas pendências internas a tempo. A maior delas atende por Toninho Garms (PSB) e, ontem, a Comissão Provisória da legenda chamou entrevista coletiva para justificar a evidente ausência do ex-vereador da lista de pré-candidatos à Câmara pelo partido.
Na sede da sigla, o presidente e parlamentar Paulo Eduardo de Souza (PSB) deixou claro que a decisão vai ficar a cargo do Diretório Estadual do partido. Segundo o socialista, a decisão será tomada entre os representantes do partido na convenção. No entanto, será São Paulo que vai definir quem terá ou não direito a voto no caso.
“No pedido de candidatura, o senhor Garms elencou alguns motivos pelos quais acredita que deva ser candidato. Vai caber ao PSB decidir se eles são ou não válidos”, afirmou Paulo, que garante que o estatuto da sigla será seguido e a possível exclusão de Garms da lista de postulantes a uma cadeira no Legislativo não é motivada pela fama de ‘papa votos’ do ex-vereador.
O comando do PSB pontuou que a escolha dos candidatos a vereador será pautada pela identidade ideológica dos interessados. Segundo Paulo, Garms já mostrou não ter posição definida nesse sentido, citando que o jurista já teve passagens pelo PSDB e pelo PTB. “A permanência deste senhor nos partidos políticos sempre foi motivada por questões estritamente eleitorais”, disse o socialista.
Além disso, o PSB alega que Toninho não reconhece a Comissão Provisória vigente no âmbito municipal da legenda por nunca ter participado de sequer uma reunião do partido e por, junto com José Milagre, ter movido ação contra o Diretório Estadual dos socialistas em razão da intervenção que tirou Pedro Romualdo do comando da sigla em Bauru. “Isso demonstra também insubordinação por parte dele”, emplacou Paulo.
Vale lembrar que Garms já ameaçou levar o caso à Justiça, caso não consiga legenda para se candidatar a vereador.
Ataques
Durante a coletiva, os socialistas atacaram ainda a gestão de Pedro Romualdo a frente do PSB, alegando que o ex-dirigente levou à sigla ao ostracismo político, transformando-a ainda em um balcão de negócios. Segundo Paulo Eduardo, ele perdeu o direito de presidir a legenda após o sumiço de 60 fichas de filiação.
A Comissão Provisória acusa ainda o antigo comando do partido de não ter devolvido atas de reuniões, documentos e móveis de propriedade da sigla. Por conta disso, foi ajuizado um pedido de busca e apreensão na 7ª Vara Cível de Bauru, após solicitação extrajudicial não atendida em outubro do ano passado.
- Serviço
A convenção acontece hoje, às 19h, na sede do PSB, que fica na rua Gerson França, 6-66.
