ASSINE: (14) 3104-3144  |  ATENDIMENTO JC  |  BUSCA  |  EDIÇÃO DIGITAL  |  SEGUNDA-FEIRA
JCNET.com.br
Bauru e grande região - Quinta-feira, 26 de maio de 2016
máx. 27° / min. 13°
Política

Chorume: comissão vê inércia da Emdurb

Vereadores querem esclarecimentos sobre “super aumento” no preço para a destinação do material orgânico gerado no aterro sanitário de Bauru

Douglas Reis
Faria Neto, Bussola e Artemio com assessores, em reunião extraordinária da Comissão de Obras

Com a notícia de que a Emdurb, já a partir de segunda-feira (7), passará a pagar 44% mais caro por cada mil litros de chorume retirado da lagoa do aterro sanitário e destinado a tratamento, a Comissão de Obras da Câmara Municipal se reuniu, extraordinariamente, na manhã dessa sexta-feira (4) para deliberar a solicitação de documentos e esclarecimentos sobre o novo contrato com a empresa Monte Azul. Para os vereadores, o encarecimento do serviço é consequência da inércia do órgão municipal na busca por tecnologias alternativas.

A Monte Azul retira o material orgânico e o transporta até uma estação de tratamento de esgoto em Botucatu. Cada mil litros custará ao poder público R$ 214,00. O valor anterior era de R$ 148,00, fechado em licitação realizada no mês de julho, após a suspeição de que os R$ 199,08 pagos até então eram caros demais se comparados com os preços praticados pela iniciativa privada na região de Bauru.

A mesma empresa, sediada em Araçatuba (SP), venceu os processos de concorrência pública da Emdurb para a destinação do chorume desde 2012. No último deles, foi a única interessada no contrato que pode chegar a R$ 3,2 milhões, ao longo dos próximos meses.

Diante disso, o presidente da Comissão de Obras, Sandro Bussola (PT), chamou a reunião e determinou o envio de cópias do novo contrato firmado com a Monte Azul, do edital de licitação, das etapas de tomada de preço, informações sobre as empresas participantes e todos os outros dados referentes ao processo.

“São valores muito altos, em um momento de dificuldade financeira enfrentado pela Emdurb. Precisamos esclarecer”, avalia o parlamentar petista.

E OS CAMINHÕES?

Líder da oposição e membro da comissão, Arildo Lima Júnior (PSDB) observa que, mesmo com a inflação em alta, o aumento de 44% no custo do serviço é de difícil explicação.

O tucano pontua ainda que a Emdurb tornou-se refém de sua inércia, pois não concretizou ideias aventadas durante o auge da crise do chorume, entre junho e julho deste ano, quando a falta do serviço quase culminou no transbordamento da lagoa do aterro sanitário.

“Disseram que comprariam um caminhão para transportar o chorume por conta própria. Isso deixaria o serviço bem mais barato porque tiraria da conta o lucro da empresa no transbordo. Levantamos a informação de que as estações de tratamento cobram, no máximo R$ 30,00 para receber cada mil litros desse material e tratá-lo”, alerta o vereador Lima Júnior.

Vereador cobra tecnologias alternativas

Na mesma linha de Lima Júnior, o vereador Artemio Caetano (PMDB) cobra as razões pelas quais diversas tecnologias para a destinação do chorume não foram sequer testadas a fim de reduzir o custo do serviço à Emdurb. Elas foram apresentadas ao poder público em audiência, convocada pelo peemedebista, no último dia 30 de julho.

Como noticiado ontem pelo JC, Nico Mondelli espera, em breve, reduzir em até 3,5 vezes o valor pago para a destinação de chorume. Segundo ele, a tecnologia desenvolvida por um professor da USP que permitiria o tratamento do líquido in loco está em última instância de análise pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Com esse método, o custo por metro cúbico seria de R$ 60,00 a R$ 80,00, informou o presidente.

Artemio agendou, para a próxima segunda-feira (7), uma reunião na regional da Cetesb para conferir o andamento de processo. Nessa sexta (4), o parlamentar se reuniu com representantes de uma empresa do Paraná, que participou da mesma audiência pública, no mês de julho, e promete reduzir o custo para a destinação do chorume a R$ 50,00 por cada mil litros do material. 

Durante a audiência pública, a empresa do Paraná sugeriu demonstrações gratuitas à Emdurb, que, no entanto, nunca aconteceram.


Projeto Cidade Promoções e Eventos
(SF) © Copyright 2016 Jornal da Cidade - Todos os direitos reservados - Atendimento (14) 3104-3104 - Bauru/SP