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Justiça recolhe máquinas de fábrica

171 equipamentos de costura da Botucatu Têxtil estariam sendo usadas pela Cooperblue em contrato de comodato

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Botucatu - A 1ª Vara Cível da Comarca de  Botucatu (100 quilômetros de Bauru) recuperou anteontem 171 máquinas de costura pertencentes a Botucatu Têxtil, que estavam sendo usadas pela Cooperativa Cooperblue. A administração judicial da massa falida da empresa afirma não saber o motivo pelo qual as máquinas estavam neste local. A cooperativa justifica que a utilização dos equipamentos fazia parte de um contrato de comodato desde 1997.

Dois oficiais de justiça da 1ª Vara Cível chegaram à Cooperblue, na rua Maria Rosa Santiago, por volta das 8h da manhã de ontem e interromperam a produção. Cerca de 60 máquinas de costura estavam ativas, sendo operadas por 250 funcionários. O restante  não utilizado, estava em outra parte do galpão.

O administrador judicial da massa falida da Botucatu Têxtil, o advogado Orlando Geraldo Campos, explicou ao JC que a Botucatu Têxtil decretou falência em março deste ano. “Existia um processo de recuperação e tinha um outro administrador judicial, que o juiz substituiu por mim, e eu pedi a falência, porque não justificava mais ficar do jeito que estava. O juiz decretou a falência em março deste ano. Logo em seguida cuidei de buscar todos os bens da massa falida. Os bens serão avaliados, vendidos e nós vamos juntar esse dinheiro e pagar os credores”.  


Comodato

O presidente da Cooperblue, Robson José Rosa, critica a ação e justifica que, desde 1997, a cooperativa utiliza as máquinas graças a um contrato de comodato firmado com a Botucatu Têxtil. “As máquinas estão com a cooperativa em contrato de comodato desde 1997. Tudo está corretamente documentado. Dentro do processo, fizemos duas ofertas de compra, que nem foram respondidas. Como existe esse contrato, nós tínhamos que ser notificados antes dessa recuperação das máquinas, o que não aconteceu. Fomos surpreendidos”, disse.

Robson afirma que seu advogado tentará recorrer da decisão judicial que, na sua opinião, foi muito rápida. “Tudo aconteceu em cerca de 45 dias. Agora estamos trabalhando com 30% do nosso efetivo e terei que pedir ajuda a parceiros de São Paulo na compra ou no empréstimo de outras máquinas, já que nossa produção mensal é de 70 a 80 mil peças por mês. Até segunda-feira o meu advogado pedirá uma revisão desta decisão”, finalizou.
 





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