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Avião cai em Pratânia e mata três

Morreram no acidente o vice-presidente da Câmara de Suzano, Jessé de Almeida, Rubens Geraldino e Edson Geraldinho

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João Rosan
Avião experimental cai em local de difícil acesso em fazenda de Pratânia

Ontem, no início da tarde, equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) e Polícia Militar (PM) localizaram no canavial de uma fazenda de Pratânia (70 quilômetros de Bauru) os destroços do avião civil Explorer, matrícula PR-ZAL, que estava desaparecido desde anteontem de manhã. O acidente provocou a morte do vice-presidente da Câmara  de Suzano, Jessé de Almeida (PR), 43 anos, e dos seus primos Rubens Geraldino, 60 anos, e Edson Geraldino, 44 anos. Segundo a FAB, o avião era experimental e não tinha autorização para sobrevoar áreas povoadas. O corpo do piloto, o empresário Edson Geraldinho, proprietário de uma distribuidora de doces, foi encontrado  somente à noite próximo ao das outras duas vítimas do desastre aéreo.  (leia mais abaixo).

O local da queda da aeronave é de difícil acesso e fica a aproximadamente três quilômetros de Pratânia, na fazenda Santo Antônio de Palmares. Duas testemunhas escutaram o barulho do motor falhando, seguido de um estrondo (leia mais ao lado).

O avião, havia sido adquirido recentemente pelo empresário de Mogi das Cruzes Edson Geraldino, que já tinha o brevê de piloto há algum tempo. Na última quinta-feira a aeronave partiu do Aeroporto Estadual Campos dos Amarais (base de manutenção e serviços da Inpaer, fabricante do avião), em Campinas, com destino a Londrina (PR), e desapareceu durante o trajeto. O último contato do piloto com a torre de controle de tráfego aéreo de Pirassununga ocorreu na quinta-feira, por volta de 10h.

No mesmo dia, 16 militares da FAB iniciaram as buscas pelos destroços do avião. Uma aeronave C-105 Amazonas e um helicóptero H-1H, do Esquadrão Pelicano de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, unidade especializada em busca e salvamento, participaram dos trabalhos, coordenados por Curitiba. O Helicóptero Águia, da PM, auxiliou na operação. Ontem, por volta das 12h15, as equipes encontraram os destroços do avião e os dois corpos das vítimas esfaceladas.

No local do acidente, a equipe de reportagem do JC apurou que uma das asas do avião ficou a cerca de dois quilômetros de distância dos demais destroços.

Pelas marcas da queda e da distância de um dos corpos do restante do avião, uma das vítimas, no desespero, teria pulado do avião no ar, antes do monomotor  atingir o solo, segundo informação da polícia.


Agricultor escutou pane do motor

O acidente aconteceu no momento em que forte temporal atingia a região de Botucatu. A aeronave sobrevoava a zona rural do município de Pratânia, quando houve a queda. Moradores de sítios escutaram o forte barulho de algo vindo do céu e se chocando com a terra.

“Estava chovendo e ventando forte. Escutamos o som de um motor falhando, vindo do céu e depois um grande barulho de impacto (de algo) no chão. Não teve explosão, nem fogo, devido a quantidade de chuva”, lembraram ao JC o agropecuarista Claudinei Pascoal, 40 anos, e o dono de um sítio vizinho, Francisco Aparecido de Araújo.

João Rosan
Claudinei Pascoal e Francisco Aparecido de Araújo escutaram o acidente e colaboraram com a retirada dos destroços do monomotor. "Chovia muito forte e ventava muito".

Eles auxiliaram nas buscas para retirar parte da fuselagem do avião enterrada no solo. Foi necessário ajuda de um trator para içar os destroços do pequeno avião.

O temporal pode ter sido o fator que determinou a queda do avião, mas o caso será investigado pela Polícia Civil.

O prefeito de Pratânia, Roque Joner (PR), também colaborou com as equipes no local do acidente e disponibilizou o trator que retirou os pedaços do monomotor de dentro do canavial.


Polícia Civil vai apurar acidente

As investigações sobre a queda da aeronave serão conduzidas pela Polícia Civil, de acordo com informação do tenente-coronel Da Silva, do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o monomotor, modelo Explorer, tinha caráter experimental, ou seja, não era certificado pela Anac, apenas registrado. “Por seu caráter experimental, suas operações são limitadas, tais como não sobrevoar aéreas povoadas, dentre outras”, explica.  Ainda de acordo com a Anac, pelo Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica, esse tipo de voo não poderia transportar pessoas ou bens com fins lucrativos.

“Devido ao caráter experimental da aeronave e esta não cumprir com os requisitos padrão de aeronavegabilidade, como uma aeronave certificada, os praticantes destas atividades devem estar cientes de que, ao pilotar uma aeronave experimental ou fazer parte do voo, assumem inteira responsabilidade pelos danos que esta prática possa causar a si, a terceiros ou a seus bens”, declara. A PM encontrou R$ 2.700,00 em dinheiro espalhados pelo monomotor e dentro de um envelope, juntamente com os planos de voo, que foram recolhidos para a perícia.

 
Jessé de Almeida era vereador na cidade de Suzano

Último corpo

O corpo de Edson Geraldino foi encontrado somente ontem à noite. Inicialmente, durante as buscas à tarde, suspeitava-se que ele estivesse debaixo dos destroços do avião, mas com a retirada de parte da fuselagem só foi encontrado um braço separado do corpo.

Após intensas buscas, com auxílio do helicóptero da FAB, e depois de varredura feita pelas equipes de salvamente foi achada a terceira vítima.

Os corpos do vereadore Jésse de Almeida e Rubens Geraldinho já tinham sido localizados no início da tarde.

O parlamentar estava no primeiro mandato como vereador em Suzano. Empresário do ramo imobiliário, ele foi eleito pelo Partido da República, em 2012, com 1.273 votos. Paranaense, deixa esposa Maely e dois filhos: Nicolas e Ebraim.
O velório do  vereador será hoje no Ginásio de Esportes Paulo Portela, na rua Barão de Jaceguai, nº 375, em Suzano.





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