Jornal da Cidade de Bauru
Bauru e grande região - Sexta-Feira, 03 de Setembro de 2010  
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22/10/2008 - Opinião
Felicidade como política pública
Às vésperas do segundo turno, ainda estamos olhando para os dois lados, tentando filtrar o que é puro marketing, o que soa demagogia, o que é viável, o que é indispensável e o que é realmente verdade em tudo o que cada candidato diz e promete. No balanço de tudo, algo é importante: qual dos candidatos oferece uma boa chance para a cidade voltar a ser feliz?

Isso mesmo, caro leitor. Quero saber se iremos voltar à felicidade, ou seja, se iremos transitar sem buracos, passar pelo viaduto novo, ver o trânsito melhor resolvido, ter atendimento humanizado na saúde, enfim... ver a cidade de volta ao progresso e o cidadão feliz.

Para isso é essencial que a felicidade de todos seja real. E, sinceramente, o bauruense não tem sido tão feliz nas suas últimas escolhas. Por isso, a responsabilidade absoluta na decisão do próximo domingo. Ser ou não ser feliz, eis a questão.

Talvez o caro leitor, esteja questionando a importância de tal felicidade, relacionada às eleições. Explico: o rei do Butão, um pequeníssimo reinado hereditário nas encostas do Himalaia, espremido entre a China, a Índia e o Tibet criou o índice de Felicidade Interna Bruta, o FIB, que se contrapõe ao Produto Interno Bruto, o PIB.

A partir disso, algumas coisas (nas políticas públicas) passam a ter um grau maior de importância: boa governança, boa distribuição da renda, ausência de corrupção, garantia geral de u educação e saúde de qualidade, ruas transitáveis, mas especialmente fruto das relações sociais de cooperação e de paz entre todos.

E isso não tem nada a ver apenas com sonhos, porque isso tudo se faz a partir de boa administração e não apenas a partir de bons sonhos. Na verdade, um complementa o outro. Entende, caro leitor?

Além do mais, não dá para votar e dar as costas à cidade. Cada cidadão precisa estar consciente do seu papel, do seu protagonismo. Daí, a cidade passa a ser governada para a cidade, e não apenas para o umbigo de cada prefeito que passa pelo Palácio das Cerejeiras.

Assim, a Felicidade Interna Bruta começa com cada um, na hora do voto e depois também... pois não estaremos escolhendo um prefeito, mas uma equipe, que vai decidir, contratar, pagar, resolver, instalar... ou seja, fazer a cidade (feliz ou infeliz). E nessa hora, não pode mais ter pa-pa-ra-pa-pa, ganhando um ou outro, porque não é exatamente disso que a cidade precisa.

Se eu pudesse dar uma dica, falaria: busque saber mais sobre a Felicidade Interna Bruta e converta-se em um sujeito que toma atitudes eficazes para a felicidade, votando em um ou outro. A decisão de votar “certo” é elementar, mas a decisão de estar atento a todas as situações posteriores, para que o governo seja bom, é essencial, para que não haja arrependimento, como tem acontecido insistentemente nas últimas escolhas para prefeito.


O autor, Reginaldo Tech, é professor e palestrante; colaborador do Opinião e coordenador da Humaniza Brasil. Acesse: www.humanizabrasil.com e saiba mais sobre Felicidade Interna Bruta
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