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21/02/2009 - Opinião
Pegada social
O homem tem três dimensões de sua inteligência: a Inteligência Racional, que abrange o nível do consciente; a Inteligência Emocional, que tem seus contornos relacionados ao inconsciente e aos sentimentos; e a Inteligência Social, que é uma espécie de interface entre as outras duas inteligências, ou seja, competência para gerenciar os relacionamentos através do equilíbrio entre o racional e o emocional. A Inteligência Racional relaciona-se ao conhecimento; enquanto a Inteligência Emocional está relacionada à habilidade; e a Inteligência Social às atitudes, funcionando, esta última, exatamente como a prática das ações racionais e emotivas, conscientes e inconscientes.

Esta prática pode ser chamada também de atitude, uma vez que se concretiza no uso dos sentidos., ou seja, na realização prática dos conhecimentos e das habilidades. Neste ponto, ocorre um certo distanciamento das teorias, compondo-se um quadro concreto, de percepção e uso das coisas do mundo.

Neste universo de interações aparece a chamada teia da vida, conhecida como rede (net), criando o que chamamos de relacionamentos. Estes relacionamentos dependem, então, das três dimensões da inteligência do homem: racional, emocional e social, sendo esta última a própria execução dos relacionamentos. Criar relacionamentos é uma tarefa sensitiva e concreta, diferente do que se teoriza nas disciplinas que criam todos os obstáculos possíveis para a definição das bases que conectam as pessoas. Relacionar-se, então, é usar de forma adequada a inteligência social.

No entanto, para se usar bem a Inteligência social, é preciso que se use bem as inteligências racional e emocional. O caminho parece árduo, mas é bem simples, já que depende de conhecimento, habilidade e atitude, sendo esta última a força desencadeadora de bons (ou maus) relacionamentos.

Atitude é algo que move o mundo na direção dos processos de interação, local exato do que se pode chamar de conexão. Assim, o homem pode ser projetado como um nó de relações, orientado em todas as direções, ou seja, a teia da vida, através das conexões que realiza. Para se criar essa teia da vida e as conexões é preciso que ocorra um movimento sinérgico e sincrônico, onde a empatia é o direcionador, no sentido das relações que se estabeleçam como duradouras, envoltas nos mistérios que realizam a vida.

Para medir a eficiência pessoal na construção deste processo de criação de rede de relacionamentos, após alguns anos de pesquisas, criei o índice Pegada Social, que projeta as atitudes, em relação às dimensões da inteligência, compondo uma base para mudanças de padrões mentais e/ou definindo encaminhamentos concretos diante de todas as situações. A Pegada Social é, portanto, a capacidade real que cada indivíduo tem de se relacionar equilibrada e intencionalmente, na direção do sucesso e da felicidade, usando ações positivas e pró-ativas, tendo como referência a intenção no futuro, mas a atenção no presente. A partir de primeiro de janeiro, no blog www.reginaldotech.com.br, veja as bases de verificação da sua Pegada Social, ou seja, a sua capacidade de criar uma excelente rede de relacionamentos.


O autor, Reginaldo Tech, é professor, é palestrante e consultor em gestão de pessoas, desenvolvimento humano e qualidade de vida. Saiba mais acessando www.humanizabrasil.com e o blog: www.reginaldotech.com.br
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