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28/02/2010 |
| Diversidade de produtos é o segredo para o sucesso |
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| Wanessa Ferrari |
A união de produtos hortifrutigranjeiros variados com um leque de opções de flores, plantas e jardinagem, em um mesmo local e a preços bastante acessíveis é o que garante o sucesso da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) de Bauru.
Inaugurada em 1 de maio de 1980, a Ceagesp atinge um volume médio de comercialização de 4.500 toneladas por mês, e aposta na variedade de produtos para não deixar escapar os consumidores.
Marcos Silva, 46 anos, permissionário há 20 anos e representante do setor de frutas do local revela que para se manter concorrente é preciso estar atento às tendências do mercado.
“Aqui não pode faltar maçã, banana e mamão, pois são as frutas mais vendidas. Outra precaução é ter sempre frutas exóticas, que embora sejam mais caras atraem a atenção do comprador”, aponta ele, exibindo uma caixa de pitaias.
“Esta, por exemplo, está na moda. Não sei o motivo, porque para mim não tem gosto de nada. Talvez seja porque ela é bonita e pode ser usada como decoração”, conclui. A fruta é vendida a R$ 10,00 o quilo na Ceagesp. Já nos mercados pode ser encontrada com valores entre R$ 18,00 e R$ 20,00 o quilo.
Já no setor de legumes, a exoticidade dá lugar à variação de qualidade e tamanho. Segundo Josué Boiani, 56 anos, representante dos permissionários, a batata, o tomate e a mandioca estão entre os mais vendidos.
“Precisamos ter mercadoria para atender a todos os pedidos. Os supermercados e os feirantes que compram aqui, por exemplo, preferem alimentos de primeira linha, sem machucado, novos e em tamanho médio. Já alguns mercados de menor porte, que ficam nos bairros da cidade, optam por produtos de segunda linha, para conseguir um preço melhor”, afirma Josué.
Garantir o comércio dos produtos durante o ano todo também é um diferencial que abre frente aos concorrentes. Driblar as entressafras tem sido um dos principais desafios de Marcel Rodrigo Ponce, 30 anos, que comercializa principalmente melancias e abacaxis em seu estabelecimento.
“Com o tempo é possível descobrir locais que produzem determinada fruta fora de época. Isso é bom e faz toda a diferença, porque, mesmo pagando um pouco mais caro, o consumidor final não fica sem o produto em casa. Ponto nosso”, analisa Marcel.
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