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25/01/2010 |
| Risco de morte por gripe A é 7 vezes maior em obeso e diabético |
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| Da Redação |
Um estudo realizado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de São Paulo aponta que portadores de doença metabólica crônica, como obesidade, diabetes e colesterol elevado, têm 7,58 vezes mais chance de morrer se contraírem a gripe A (H1N1) -conhecida como gripe suína- do que pessoas que não apresentam tais problemas.
A análise foi realizada a partir de 10.249 notificações de casos da doença até 7 de dezembro de 2009. Segundo a secretaria, o estudo pode ajudar na definição dos grupos prioritários que serão vacinados na campanha planejada pelo Ministério da Saúde.
O resultado foi obtido após análise estatística de dados sobre mortes e curas de pacientes. De acordo com a secretaria, o levantamento ainda é preliminar. As próximas etapas da pesquisa envolvem conclusão de estudos sobre casos-controle, entrevistas com pacientes e familiares e análise de prontuários médicos de infectados pela gripe A.
De 196 pacientes com gripe A com doença metabólica, 60 morreram. Já entre os imunodeprimidos, como portadores de câncer e HIV, as chances de morte são 4,17 vezes maiores em relação aos demais pacientes gripados -dos 265 casos analisados, houve 54 mortes nesse grupo de risco.
O estudo aponta também risco maior de morte por gripe A para portadores de doença renal crônica (3,72 vezes), cardiopatia crônica (3,4 vezes) e fumantes (1,9 vez). Entre as grávidas, o risco para mulheres que estão no segundo ou terceiro trimestre de gestação é 4,3 vezes maior do que aquelas com até 12 semanas de gravidez.
2009 ficará na história como o ano da epidemia da gripe A. Em Bauru foram notificados 187 casos da doença e oito mortes. Mas a expectativa é que antes do inverno deste ano comece, em todo o Brasil, a vacinação contra o vírus, com prioridade para os grupos de risco. A vacinação priorizará profissionais da saúde, professores, crianças, gestantes, obesos e pacientes de doenças pulmonares ou cardíacas, segundo informou no final do ano passado o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata.
Os profissionais da saúde e professores terão prioridade por causa da maior probabilidade de terem contato com pessoa infectada com vírus da gripe A e, neste caso, de transmitir a doença para pessoas sadias. E os demais porque, na epidemia de 2009, entre toda a população, foram os que mais desenvolveram complicações e tiveram maior índice de mortalidade. Ainda não haveria capacidade de produção da vacina para toda a população. |
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