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28/02/2010 |
| Vida boa é na lagoa |
| Garotada descobre as histórias e os prazeres da pescaria
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| Ana Paula Pessoto |
Cheiro de mato, frescor de água e o silêncio quebrado apenas pelo barulho dos insetos, do coachar de sapos e do leve bater do anzol na água... Uma grande tranquilidade. Se para alguns o cenário descrito é visto apenas na TV, para os pequenos pescadores ele é rotineiro, encantador e divertido.
“A primeira vez que pesquei foi com meu pai no rio Tietê, em Barra Bonita. Apaixonei-me pela pesca”, lembra Bruno Peres de Almeida, 12 anos. Sempre renovando suas iscas, varas, anzóis e demais componentes, o menino é figurinha certa em lojas de pesca da cidade e não fica um final de semana sem pescar. “Acho que herdei isso da minha família, porque meu pai e meus tios também pescam muito”, conta.
Em rio, pesqueiro ou lagoa, o bom mesmo é lançar o anzol na água e fisgar um belo peixão e, quando isso acontece, é aquela alegria. Bruno é um garoto esperto que, além de amar a pescaria, ainda é defensor da natureza. Assim sendo, o negócio dele é pescar e soltar, ou seja, a pesca esportiva. “É muito importante preservarmos o meio ambiente. O recado que eu deixo para as crianças menos experientes é esse: pescar e soltar para preservar”, ensina.
Com a mesma paixão, José Victor Pazotti Daher, 12 anos, é um pescador dedicado. Sua influência veio dos amigos de sua irmã mais velha. “Eles vinham em casa, ficavam falando sobre pesca e eu me interessei pela prática. A primeira vez que fui pescar foi no rio Jacaré-Pipira, em Brotas, mas era piracema e, nesse período, os peixes estão desovando e não se pode pescar”, lembra.
José Victor, assim como Bruno, não perde um final de semana de pescaria, seja em rios ou pesqueiros da região e garante que também pesca e solta. “Meu pai sempre vai comigo, mas ele só me leva porque não gosta muito do esporte”, conta.
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‘Causos’
Todo bom pescador que se preze tem suas histórias para contar e com José Victor Pazotti Daher e Bruno Peres de Alemida não é diferente. Imagine você tranquilo e querendo fisgar um peixe enorme para fazer aquela foto bem legal e mostrar para todo mundo quando, mas, ao puxar a vara, o que mordeu a isca foi uma tartaruga. Isso aconteceu com José Vitor. “Sempre acontece alguma coisa engraçada nessas aventuras. Achei que fosse uma traíra e, quando vi, era uma tartaruga. Tomei um susto no começo, mas depois achei graça”, lembra.
Pescar traz tranquilidade e paz. O relaxamento é tanto que, se você não ficar atento, o peixe rouba sua vara de pescar. Isto mesmo. A história um tanto atrapalhada aconteceu com Bruno em um pesqueiro, quando ele tinha 8 anos de idade. “Sentei-me em um toco, lancei o anzol e fiquei distraído, olhando para o ar. De repente, o peixe puxou forte e arrastou minha vara com ele. Comecei a gritar meu pai para pegá-la e foi aquela confusão. Nem via a cara do peixe, que devia ser enorme, mas resgatei a vara que ele estava levando embora”, recorda o pescador.
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No caminho certo
Quem não abre mão das dicas de pescadores experientes é Lucas Castilho Sampaio, 8 anos, que pesca na lagoa do condomínio onde mora. Sempre protegido com protetor solar e chapéu, o esperto garoto não dispensa uma boa pescaria com o pai e garante que tem sorte.
“Ah, eu tenho muita sorte. Sempre que chego em um lugar ruim de pesca, pego o primeiro e rápido”, diz contente.
Lucas também tem suas histórias de pescador. Ele lembra que, certa vez, chegou com uma varinha ruim em um grupo de amigos que pescava, mas ninguém pegava nada. “Foi só jogar o anzol na água que o peixe fisgou a isca. Todos acharam que minha vara era da sorte e queriam pescar com ela, foi aquela disputa”, lembra.
Enquanto Lucas pesca, sua irmã de apenas 3 anos de idade, Natália Castilho Sampaio, o observa para aprender tudinho. “Gosto de pescar com o Lucas”, diz. Já o irmão se sente bem com o contato que a natureza e o relaxamento que a pescaria proporciona. “É tudo muito bom”, garante.
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Cuidados garantem o
sucesso de uma boa pescaria
Para sua pesca e diversão não irem por água abaixo, seguir algumas dicas e tomar algumas precauções são fundamentais. Em primeiro lugar, é preciso estar sempre acompanhado de um adulto.
“Nunca vá para perto de água sem a companhia de um responsável”, aconselha o comerciante e experiente pescador Antônio Gervásio de Oliveira. A presença de um adulto também é importante na hora de manusear certos objetos pontiagudos e afiados, como o anzol, por exemplo.
Protetor solar, repelente, chapéu ou boné e óculos de sol são equipamentos indispensáveis na hora da pescaria. “Caso você vá pescar em barcos, o colete salva-vidas e um kit de primeiros-socorros não podem faltar”, acrescenta Antônio. E se a pesca for noturna, a lanterna será sua grande aliada.
Anzol lançado na água, é hora de silênciooooo... Antônio explica que a maioria dos peixes se assunta com o barulho e foge do pescador. A diferença entre a pesca em rios e em pesqueiros está na facilidade do peixe em morder a isca. “Em pesqueiros isso acontece mais fácil porque os peixes são tratados. Já em rios, é necessário ter mais sensibilidade e paciência”, dá as dicas.
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