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21/01/2010 |
| Lago Paranoá atrai olhares de turistas |
| Espaço de 40 quilômetros quadrados de extensão conta com pontão, prainha e ponte em homenagem a ex-presidente |
| Eliane Barbosa |
Quem disse que Brasília seria um lugar frio, triste, se enganou. A cidade tem vida e parte dela se passa no entorno do Lago Paranoá. Um imenso espelho d’água criado junto com a fundação do Distrito Federal brasileiro e que recebe, principalmente nos finais de semana, milhares de visitantes.
Dividido em Lago Sul e Lago Norte, dá também nome às duas regiões administrativas da cidade criada por Juscelino Kubistchek (as duas penínsulas). O lago é formado pelas águas represadas do rio Paranoá e tem 40 quilômetros quadrados de extensão, profundidade máxima de 48 metros e cerca de 80 quilômetros de perímetro, com algumas praias artificiais, como a “Prainha” e o “Piscinão do Lago Norte”.
Como tudo em Brasília, o lago teve um propósito: deixar o ar na “Nova Cap” mais respirável. Nos finais de semana, a noite é agitada nos bares ao redor do lago. Há estabelecimentos para bolsos e gostos diferentes, como o Mormaii, que atrai o público jovem com um cardápio bem natureba.
O Paranoá conta também com clubes náuticos que abrigam lanchas, iates, jets-skis de padrão internacional. Aos sábados e domingos ou mesmo durante a semana por conta do tempo sempre bom em Brasília, há um desfile deles cortando as águas cristalinas do lago.
Mesmo quem não tem ao menos um barquinho para navegar, pode aproveitar da melhor forma o lugar se instalando ao redor do lago com toalhas de praia, filhos e lancheiras e curtindo o visual, que realmente é lindo.
O lago é cortado por quatro pontes. A mais festejada e considerada a mais bonita se chama JK e une o centro da cidade ao Lago Sul, o bairro mais caro da Capital, rodeado de mansões fantásticas. Antes dos ministros, hoje de novos milionários, que ainda dividem o espaço com as casas oficiais dos presidentes da Câmara e do Senado.
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Espaço para remo, vela e mergulho
O lago Paranoá é de fundamental importância para Brasília, que tem clima seco e onde, quando não há influência do El Niño, chega a não cair um pingo de chuva por seis meses seguidos. Reportagem da revista “Veja-Brasília” destaca que nos últimos anos os próprios habitantes de Brasília estão descobrindo uma outra face da capital – o Paranoá, lago que abraça a cidade de norte a sul, tem águas límpidas e está se tornando um epicentro de lazer e esportes, capaz de rivalizar com pontos badalados do litoral brasileiro.
Com um número cada vez maior de pessoas desfrutando do lugar, além das lanchas e barcos, a paisagem do Paranoá nos fins de semana se completa com esportistas praticando remo, vela, fazendo curso de mergulho ou uma variação do surfe para águas sem ondas, o kitesurf, que mistura prancha com paraquedas.
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Frota Náutica
São mais de 10 mil embarcações registradas na Delegacia Fluvial do Distrito Federal, o que já confere a Brasília o título de dona da terceira maior frota de embarcações do País, atrás do Rio de Janeiro e de São Paulo, Estados com uma ampla costa oceânica.
De acordo com matéria veiculada na revista “Veja-Brasília”, calcula-se que nos fins de semana quase 1.000 embarcações se lancem ao Paranoá. Além disso, a prática de esportes também vem aumentando consideravelmente. De dois anos para cá, o número de atividades competitivas triplicou.
Por isso, aponta a reportagem, semanalmente o local sedia uma regata ou disputa de remo. O lago também é utilizado para natação e jogo de pólo aquático, esportes favorecidos pela água cristalina. De acordo com a revista, a taxa de balneabilidade é de 93%. |
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