Jornal da Cidade de Bauru
Bauru e grande região - Quinta-Feira, 09 de Setembro de 2010  
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11/03/2010
Comitê e PM discutem segurança rural
Reunião debateu a implantação do patrulhamento rural; acesso a propriedades já está sendo mapeado em cinco cidades
Lilian Grasiela
Bariri - Na tarde de ontem, em Bariri, o Comitê de Segurança Rural, composto por representantes de cinco municípios, reuniu-se com o comando do 27.º Batalhão de Polícia Militar (PM) do Interior para discutir a implantação do Patrulhamento Rural na região. O comitê está na fase de mapeamento dos acessos às propriedades rurais de Bariri, Bocaina, Boracéia, Itapuí e Itaju. A previsão é de que o programa, que tem o apoio das prefeituras e associações de produtores rurais, comece a funcionar em seis meses.

Durante o encontro, ocorrido na sede da Assobari (Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Bariri), a 56 quilômetros de Bauru, o comitê discutiu com o comando da PM questões relativas à operacionalização do sistema. “Trata-se da Comissão de Policiamento Rural, que está montando um esquema de como operar esse programa”, explica Acácio Masson Filho, presidente do comitê.

Segundo ele, o órgão foi oficialmente constituído no final do mês passado, em reunião que contou com a presença de aproximadamente 30 proprietários rurais da região, com o objetivo de garantir a segurança do trabalhador rural. “10% das ocorrências policiais acontecem no campo”, revela, citando dados da polícia referentes ao Estado de São Paulo.

O presidente do comitê afirma que as ocorrências policiais registradas na área rural tiveram redução em relação aos anos anteriores, quando os proprietários sofriam, sobretudo, com o furto e roubo de cabeças de gado. Somente em Bariri, segundo ele, quadrilhas especializadas chegaram a levar mais de 600 animais.

Masson Filho afirma que os trabalhos de investigação realizados pela polícia ajudaram a identificar e prender muitos dos envolvidos nos roubos, o que contribuiu para a redução dos crimes. Apesar disso, de acordo com ele, a segurança no campo ainda precisa ser melhorada.

“Ele (o Patrulhamento Rural) vai ser feito aleatoriamente nas áreas que ficarão determinadas através de um sistema de localização via GPS”, explica. O programa irá abranger todas as propriedades rurais localizadas nas cinco cidades que fazem parte do comitê. “Nós acreditamos que vai levar de três a seis meses para que o programa comece a funcionar”, anuncia.


Insumos agrícolas

O comandante do 27.º Batalhão da PM, capitão Willian Padovini, explica que o sistema de patrulhamento a ser implementado vai levar em conta o potencial produtivo da região, com base nos dados de ocorrências verificados em outras regiões do Estado. “Nós temos observado que, em outras regiões, existe uma certa migração das ocorrências mais graves para o campo”, ressalta. “Na nossa região, por exemplo, em que grande parte das propriedades são canavieiras, os implementos agrícolas são muito caros. O valor agregado a esses insumos em outras regiões tem despertado a atenção dos infratores. Nossa ideia é trabalhar preventivamente”.

De acordo com o capitão, a proposta que está sendo discutida desde o final do ano passado busca a melhoria da sinalização das vias e sugestões de áreas que necessitam de maior segurança. O comandante destaca que, paralelamente ao projeto que está em fase de implantação, a PM já realiza patrulhamento periódico em toda a área rural.
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