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07/02/2010 |
| Minha História: Sem você |
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Eu a conheci quando ela era ainda uma adolescente. Tinha eu 20 anos a mais do que ela. Hoje, beirando os 50 anos de idade e solteira, ela ainda conserva as mesmas características que sempre me seduziram: inteligente, culta, introvertida, tímida, meiga e feminina.
O seu quociente intelectual sempre disputou com seu quociente emocional para ver quem seria o melhor dentro dela. Ambos sempre acabavam empatando. Dizem que os olhos são o espelho da alma, daí porque seus olhos são tão lindos!
Sempre acompanhei a distância a trajetória de sua vida. Obtinha informações aqui e ali sobre ela. Tanto da sua vida escolar quanto da vida profissional. Tentei algumas vezes conquistar seu coração. Bati na porta dele, mas ele jamais se abriu para mim.
Oxalá pudesse ser na história da vida dela o protagonista, mas isto nunca me foi permitido por ela. Tenho que seguir na vida como um personagem sem a mínima importância na história da vida dela. A poesia ao lado é um retrato de meu amor por ela. Neste retrato, de forma latente, está guardado com carinho o nome dela.
Sem você
Você era muito nova. Lembro-me muito do dia
Em que conheci você. Alma pura, resplandecia
Num olhar de menina. Uma voz suave, melodiosa
Que atraía como ímã. Recatada e nunca vaidosa,
Inteligente e culta. A minha alma extasiada
Enroscou-se em você. Jamais vi você exaltada,
Era muito tranquila. A minha alma procurou
Refúgio na sua alma. No entanto, você negou
Abrir o seu coração. Eu fiquei só, sem você.
Paulo Afonso Dias Martins |
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