30/01/2004  
Sesi inicia atividades da nova escola
Construído ao lado do Horto Florestal, o prédio substitui a unidade dos Altos da Cidade, que entrará em reforma
O Serviço Social da Indústria (Sesi) iniciou ontem as atividades na escola construída pelo órgão ao lado do Horto Florestal. O primeiro dia do ano letivo contou com a presença dos 1.500 alunos da unidade e de seus familiares, que puderam conhecer as novas intalações, orçadas em R$ 4,3 milhões.

O novo prédio irá substituir a unidade Altos da Cidades, que entrará em reforma e passará a abrigar, de forma ampliada, as atividades esportivas, culturais e recreativas da instituição, além do projeto “Alimente-se bem com R$ 1,00”.

A diretora do Sesi em Bauru, Zuleika Lemos de Almeida Gonçalves, acredita que os alunos se sentirão motivados com a inauguração do novo espaço. “A estrutura física não é o todo, mas serve de incentivo para que eles se empenhem nos estudos. Como é o primeiro ano na unidade, quem fizer parte dela terá uma história para contar”, afirma.

A escola, que tem 5 mil metros quadrados de área construída, foi projetada em um terreno de 60 mil metros quadrados. Além das salas de aula, conta com auditório, quadra poliesportiva coberta, núcleo de informática, laboratório e salas de treinamento, vídeo, música e projetos.

A supervisora do Sesi, Soraya Bortolan, explica que no período diurno estarão em funcionamento seis salas de aula para educação infantil, com crianças de 4 a 6 anos, e outras 12 salas para o ensino fundamental, com alunos de 7 a 14 anos. “À noite, teremos a classe de alfabetização de adultos e do projeto Telecurso 2000”, diz.

Ela explica que, embora o ano letivo tenha começado ontem, as aulas serão iniciadas na segunda-feira. “Até amanhã (hoje), estamos fazendo a recepção das crianças e dos familiares. No auditório, tivemos um encontro com os pais para conversar sobre o funcionamento do prédio. Os alunos estão tendo atividades lúdicas, para que sintam que o espaço é novo e que eles são bem acolhidos”, declara.

Aprovação

Pais e alunos que estiveram conhecendo a nova unidade do Sesi ontem à tarde se mostraram satisfeitos com as instalações que encontraram. “Temos que ficar orgulhosos, porque a maioria dos espaços públicos destinados à educação é precária”, afirma o policial militar Daniel Alexandre da Silva, pai de uma aluna que irá cursar a 1ª série do ensino fundamental.

Morador do Núcleo Geisel, ele diz que a distância até o Horto Florestal não será problema. “Vou pagar uma perua para fazer o transporte escolar. É um investimento que vale a pena”, comenta.

Para o técnico em eletrônica Emerson Vieira Cavalcante, o que mais chamou a atenção foi a estrutura física da escola. “Não há nem comparação com o espaço antigo”, opina.

O carteiro Santo Alves espera que os alunos da unidade se conscientizem sobre a importância de cuidar bem do novo espaço. “Eles precisam aproveitar o que está sendo oferecido, para que tenham um futuro promissor”, opina.

A aluna Letícia Paiva, que está na 2ª série do ensino fundamental, escolheu a sala de aula como o seu espaço preferido na nova escola. “As carteiras e os móveis são novinhos”, justifica.

Já o aluno Pedro Tonetti, da 4ª série do ensino fundamental, gostou do espaço físico do prédio. “Também há várias opções de lazer”, diz.

Apesar do início das atividades da nova escola, o prédio ainda terá uma inauguração oficial, prevista para o próximo mês.

O Sesi passa a contar com três unidades em Bauru. Além dos prédios do Altos da Cidade e do Horto Florestal, há ainda a unidade da Vila Santa Luzia, que abriga uma escola com 1.000 alunos.

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Praças de Leitura

A unidade do Serviço Social da Indústria (Sesi) construída ao lado do Horto Florestal iniciou as atividades contando com um expositor de jornal e uma bancada do Projeto Praças de Leitura, iniciativa do Jornal da Cidade que tem como objetivo criar um espaço diferenciado dentro dos estabelecimentos de ensino para que os alunos e a comunidade possam ter acesso ao jornal.

A coordenadora da escola, Maria Diva Gerdullo Ruiz, afirma que um local estratégico foi destinado à praça de leitura. “É o espaço ideal, porque fica no corredor dos alunos e é onde eles estão em todos os momentos”, justifica.

Desde o ano passado, o Sesi também integra o Projeto JC na Escola, que leva o jornal para a sala de aula como subsídio pedagógico. “Começamos com um professor coordenando as atividades, mas agora passaremos a contar com mais um. Sentimos a necessidade de fazer essa ampliação, porque há muito interesse dos pais e dos alunos”, argumenta Ruiz.

O professor de geografia Osvaldo Sartori, que vem trabalhando com o projeto desde que ele foi implantado no Sesi, aprova os resultados verificados no primeiro ano de atividades. “Pudemos enriquecer o que foi desenvolvido a partir dos encontros pedagógicos realizados na Diretoria Regional de Ensino mensalmente”, diz.
Ronaldo Schiavone
 


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