11/09/2003  
Parceria amplia projeto JC na Escola
Escolas estaduais passarão a receber dois exemplares diários do JC, para incentivar a leitura e levar a informação
Representantes de outras seis instituições de ensino participantes do projeto JC na Escola estiveram reunidos ontem à tarde para conhecer mais detalhes de sua nova fase, com a ampliação do número de jornais recebidos pelas escolas e das Praças de Leitura. O projeto é uma iniciativa do Jornal da Cidade, em parceria com as empresas Tiliform, Ultragaz e Gás Afonso, Sindicato dos Contabilistas de Bauru e Região (SindCom) e Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), que visa levar a informação para a sala de aula como um apoio pedagógico.

Segundo o coordenador do JC na Escola, Sérgio Purini, 80 escolas participam do programa atualmente, recebendo uma edição do JC todos os dias. Nesta nova fase, a partir deste mês os empresários vão fornecer mais uma assinatura do jornal para 40 escolas estaduais. O objetivo é que outros empresários encampem o projeto para que todas as 80 escolas recebam dois exemplares do jornal, diariamente.

“Eu tenho esperança de que conseguiremos estender o programa para todas as escolas o mais rápido possível. Estamos tentando ampliar de forma justa, seguindo uma lista com as escolas em ordem alfabética. A nossa expectativa é de que o programa ganhe novos parceiros”, afirma Purini.

Na opinião do diretor administrativo e de marketing do JC, Renato Delicato Zaiden, a aproximação dos alunos com o jornal, através de sua utilização na sala de aula, ajuda no processo da inclusão social. Quando os professores conseguem utilizar o jornal na sala de aula, os alunos acabam sendo incluídos nos processos da cidadania”, afirma.

Zaiden explica que o JC na Escola é um programa dinâmico, que possibilita a comunicação do JC com pessoas que não tomariam contato com jornais. “Nós estamos cumprindo um pacto de construção da cidadania. O fato do programa dar certo nas escolas é uma prova de que o Brasil não é um país do futuro. O Brasil é um País do presente e nós vamos ver o resultado disso em uma ou duas gerações”, aponta.

A professora Devanil Ribeiro Sabbag, da escola estadual “Carolina Lopes de Almeida”, compara o trabalho dos educadores com o dos jornalistas. “Temos a mesma luta, o mesmo objetivo. Trabalhamos pensando da mesma maneira, sem querer reconhecimento. O jornal cativa o aluno, e por isso o projeto é bem aceito”, diz.

Os professores também tiveram a oportunidade de conhecer o projeto das Praças de Leitura, que pretende colocar um expositor de jornal, para uma melhor organização das edições do dia e da semana anterior, e uma bancada nas escolas, para facilitar o manuseio e a leitura do JC. Na opinião da professora Gisele Ferreira de Paiva, da Escola “Azarias Leite”, a disponibilidade do jornal ao alcance dos alunos aumenta seu interesse pela leitura. “Trabalhar com o jornal, com os assuntos atuais e do cotidiano motiva o trabalho dos alunos e dos professores”, afirma.

Marisa Cristina Ribeiro Simonelli, do Centro Estadual de Educação Supletiva de Bauru (Ceesub), trabalha com alunos de até 80 anos ou com dificuldade de aprendizagem. Ela relata que a inclusão do jornal e de temas atuais nas aulas promove mudanças notáveis. “Incentivamos os alunos a ler e escrever, com as poesias que são publicadas aos domingos. Temos um aluno que é presidiário, e depois que ele começou a escrever, ele mudou. Tem outra visão e quer até fazer jornalismo”, conta, emocionada.

As matérias de comportamento do caderno Ser, publicado aos domingos no JC, são sempre utilizadas pela professora Sirlei Zamboni Nores, da escola “Carlos Chagas”. Ela diz que as discussões com os alunos sobre as matérias contribuem para a formação de sua personalidade. “O JC Criança também ajuda muito, com alunos com dificuldades na alfabetização. Eles fazem todas as atividades, e através de brincadeiras, você atinge seu objetivo como educador”, diz.

Na opinião de Cris Moreno, diretor da Jucesp, um dos parceiros, a participação de empresas em projetos como o JC na Escola tem de ser incentivada. “Você abre caminhos, tenta enxergar outros setores, porque o tempo todo nós ficamos absorvidos naquilo que nos propomos a fazer, na nossa correria. A possibilidade de colaborar (com o projeto) é de extrema gratificação. Ainda mais participar do projeto no seu início, mas já com muito sucesso”, conclui.
Da Redação
 


esperando
o quê?

Ligue

3104.3144

e assine o mais
completo jornal
da região

(SF) © Copyright 2001 Jornal da Cidade - Todos os direitos reservados - fone (14) 3104-3104 - Bauru-SP