12/10/2003  
Projeto JC na Escola
O projeto JC na Escola é instrumento essencial para se construir uma nova escola pública, retirando uma metodologia arcaica, essencialmente de decorebas e avaliações simplistas; uma relação passiva de conhecimento e de péssima instrução para o desenvolvimento do intelecto. Que o estudante-leitor, como alvo principal, seja instruído para o maior aproveitamento deste instrumento.

Porém, esses projetos nascem pela incompetência do Estado em prestar aos cidadãos o devido zelo, enaltecendo todos os meios constitucionais para assegurar ao trabalhador e à dona de casa, perspectivas reais de vida e ascensão social e cultural. Portanto, pela ineficiência do Estado, essa iniciativa, do Jornal da Cidade de Bauru vem para expandir em perspectivas futuras aos jovens leitores e estudantes bauruenses, aqueles que estão isolados, sem as devidas e fundamentais garantias de sobrevivência. Pode se considerar esse projeto um início para construir o cidadão ciente dos seus direitos e obrigações, notoriamente, o seu papel na sociedade seja como colaborador para a massificação, socialização e na inclusão da democracia Brasileira. Torná-lo o formador de opinião.

A busca pelo conhecimento, através do Jornal da Cidade, tornar-se-á um instrumento de alcance de grande maioria dos cidadãos bauruenses. É a massificação da informação, contudo, a expansão é possível ainda com a colaboração das indústrias e empresas da cidade. O conhecimento é um dos pilares da justiça, da inclusão social, da igualdade. É pressuposto para garantir a cada jovem um caminho não tão profundo de preconceitos e discriminação perante a sua condição social, financeira e cultural. É assim, a oportunidade da informação diária ao alcance indiscriminado do conhecimento. Portanto, é abrir caminhos para a inclusão social. É a ameaça legítima dos jovens e leitores se libertarem da ignorância política. Bertolt Brecht descreve que “o pior analfabeto é o analfabeto político, porque ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos, ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio das multinacionais”.

Tive contato com o Jornal da Cidade com 9 ou 10 anos, esperava ansioso pela chegada dos poucos exemplares que vinham de Bauru. Por ser a cidade em que eu morava de pequeno porte, haviam poucos assinantes. Naquela época, eu torcia para que sobrasse um exemplar. Por final, mudamos para Bauru e já são 11 anos de leitura do JC. Mas o contato com a leitura diária, pelo objeto extensor que é o Jornal me tornei um dos entusiastas do jornalismo, tendo cursado seis meses na Faculdade de Marília. Infelizmente, retornei ao curso de direito.

Portanto, para que esse projeto não morra no esquecimento, é preciso que haja conscientização daqueles que vão manuseá-los, dos professores e profissionais ligados ao desenvolvimento do projeto. Enfim, a formação do cidadão não está restrita na unidade familiar. É preciso a destituição do altar desta metodologia febril e doente das escolas públicas, uma metodologia dinâmica e inclusa. São projetos como o JC na Escola, professores formadores de opinião, que não passem um conhecimento estatístico, ibegiano, mas humano, que institua perspectivas, que os pais estejam dispostos a participar. Enfim, os pais, a família e a sociedade devem estar juntos neste projeto.

Ao Jornal da Cidade e colaboradores, os agradecimentos por dispor este projeto aos nossos jovens estudantes, que venham a constituir o alicerce de um caminho promissor da democracia Brasileira.

Alberto Redondo - RG 30.318.462-0
 


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