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11/08/08 02:00 - Geral

Inseminação deve ficar mais barata

Custo com medicação deve cair 50% nos próximos anos, o que facilitaria a inclusão de mais uma parcela da sociedade

Adilson Camargo
Na sexta-feira passada, o primeiro bebê de proveta do mundo, a britânica Louise Brown, completou 30 anos de vida. Nessas três décadas, mais de 3 milhões de bebês nasceram graças à inseminação artificial. Parte desses bebês está em Bauru e em cidades da região. No entanto, não há registros precisos de quantos eles são. Mas uma coisa é certa. A população de bebês de proveta deve crescer num ritmo ainda mais acelerado nos próximos anos. Isso porque há previsão de queda em torno de 50% no valor dos medicamentos utilizados durante o processo de fertilização. Como os medicamentos respondem por metade do custo de uma inseminação artificial, a redução vai possibilitar que muitos casais passem a ter condições financeiras de realizar o sonho de serem pais por meio da reprodução assistida. O preço varia de acordo com o método utilizado. As opções existentes são a relação programada, a inseminação artificial, a fertilização in vitro, a injeção de espermatozóides e a doação de óvulos.

Em Bauru, existem duas clínicas de reprodução humana: a Endogin Serh e a Gestar. Ambas iniciaram as atividades quase na mesma época, há cerca de dez anos. De acordo com o ginecologista Eduardo Crivelari Baisch, 40 anos, da Clínica Gestar, 20% dos casais têm dificuldade para engravidar. E menos de 1% dos casos de infertilidade não tem solução. Nos demais casos é possível reverter. “As limitações são mais econômicas do que tecnológicas”, afirma ele.

A opinião é a mesma do urologista Carlos Alberto Gobbo, 48 anos, da Clínica Endogin Serh. Segundo ele, são poucos os casais inférteis que têm condições de pagar uma reprodução assistida. Por esse motivo, ele tem incentivado também a adoção. “Sempre ressalto que o que vale é o amor que você sente, é a relação diária com a criança. Independentemente do casal ter ou não condição de pagar (uma reprodução assistida), sempre coloco a adoção como uma das possibilidades. Ela é tão legítima como qualquer outra forma”, destaca.

Baisch define a infertilidade como a capacidade de se alcançar a gravidez após um ano de atividade sexual sem proteção ou como a impossibilidade de se levar a gravidez até o nascimento de um bebê vivo.

De acordo com o urologista Aguinaldo Nardi, 51 anos, da Clínica Gestar, desde o nascimento de Louise Brown, houve uma série de avanços que tornaram o sonho de ter um filho cada vez mais real. Ele cita o congelamento de sêmen como um exemplo disso. Já houve paciente em Bauru que congelou o sêmen antes de passar por um tratamento médico à base de radioterapia. Depois do tratamento, ele tornou-se infértil, mas mesmo assim conseguiu ser pai utilizando o sêmen congelado.

De acordo com o urologista, o ideal é que todos os casais passem por exames urológicos e ginecológicos antes do casamento ou pouco depois. Caso seja identificada alguma anomalia, é melhor tentar a gravidez já no início do casamento. O alerta, segundo Nardi, é importante porque muitos casais estão deixando para ter filhos mais tarde. Com o passar do tempo, o grau de fertilidade da mulher vai diminuindo. Por isso, quanto antes o casal tentar, maiores serão as chances de gravidez.

No mês passado, o ministro da saúde José Gomes Temporão informou que o Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer inseminação artificial gratuita para casais que não conseguem ter filhos. O serviço deve estar disponível na rede pública dentro de cinco meses.




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