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02/05/10 03:00 - Regional

Projeto quer transformar locais em ‘ponto turístico’ para avistamento de óvni

Rita de Cássia Cornélio
Os ufólogos e pesquisadores fazem parte de grupos, dois deles, EXO-X e Gepus lutam para implantar ufoturismo nas cidades, mais especificamente em locais determinados. O objetivo é divulgar as ocorrências ufológicas e, ao mesmo tempo ajudar na preservação dos locais inseridos neste contexto para que os pesquisadores possam colher material, sem a interferência de leigos. Peruíbe é a primeira que implantou o ufoturismo. Os locais serviriam para vigílias.



Na região de Bauru, Botucatu seria a cidade onde já existe dois locais determinados: as Três Pedras e cachoeira da Mata. “A ideia surgiu com o caso de Peruíbe, que horas depois de uma nave ter pousado, o local foi pisoteado por curiosos e os pesquisadores não conseguiram chegar a tempo, perderam o material”, comenta Marcos Aurélio Leal.



De acordo com ele, o projeto tem que ser desenvolvido junto às prefeituras para que elas preservem o local onde ocorre os fenômenos ufológicos. “Em Botucatu já existe um roteiro ufoturístico que não é reconhecido pela prefeitura. Na cachoeira da mata, na década de 70, ocorreu inclusive a abdução de uma pessoa.”



Paulo Mesquita, também pesquisador, avisa que em Botucatu o período mais adequado para avistar os óvnis e ETs é, por questões meteorológicas na época da estiagem. “O tempo seco deixa o céu mais limpo. Há relatos de moradores que viram objetos esféricos, cilíndricos.”



As Três Pedras, na mesma cidade, é mais famosa e de mais fácil acesso. Os ufólogos organizam vigílias no local, porque nunca conseguiram captar imagens ou presença de objetos estranhos, embora as pedras atraíam pessoas de todo o Brasil. “As pessoas descrevem que já viram ali uma bola alaranjada, um triângulo luminoso, três bolas luminosas próximas umas das outras.”



Em Peruíbe, onde o projeto já foi encampado pela prefeitura, segundo os pesquisadores, a última aparição aconteceu em 2008. “Foi em agosto. Durante um blecaute no bairro São José, os cães agiram de maneira diferente e vários moradores que se arriscaram a sair para fora da casa, assistiram um círculo luminoso pousando no solo. Algumas pessoas acreditam que seja coisa do demônio, mas houve quem fotografasse. No dia seguinte, em um terreno baldio, apareceu o círculo, muito semelhante ao pouso de uma nave.”





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Caso conhecido na região é o de 1968 de enfermeira de Lins



No ano de 68, a região de Bauru, mais precisamente na cidade de Lins (102 quilômetros de Bauru) uma enfermeira do Hospital Serafim Correa teve contato com uma estranha mulher que seria tripulante de um óvni. O caso, amplamente pesquisado, virou notícia até na mídia internacional e faz parte dos anais da história da ufologia brasileira.



De acordo com ufólogos, o contato com um ET atrapalhou a vida da profissional dela que, posteriormente, teve problemas psicológicos e, segundo consta, já morreu. O fato misterioso aconteceu na madrugada do dia 25 de agosto de 68.



Segundo depoimento de Maria José Cintra à época, primeiro ela ouviu ruídos semelhantes a estalinhos do lado de fora do prédio. Pensou que fosse barulho de automóvel, mas ao abrir a porta deparou-se com o vulto de uma mulher.



A estranha portava um frasco, de uns 20 centímetros de comprimento. A enfermeira entendeu que ela queria água e encaminhou a mulher a um bebedouro onde a mulher encheu o frasco e ainda bebeu água com uma canequinha, sem dizer uma só palavra.



A visitante teria observado dois carros no pátio do sanatório, antes de sair. Foi na saída que a estranha promoveu o contato com a enfermeira, segurando em uma das mãos da atendente e com a outra, deu tapinhas nas costas, ao mesmo tempo que pronunciava as palavras “Embarúra, embaúra, embaúra”.



A estranha mulher teria caminhado em direção a muros altos no pátio, sentido oposto à saída, quando de repente acendeu uma luz difusa sobre a região dos canteiros e um objeto em forma de pera flutuou a quase um metro do chão. A visitante embarcou no objeto que decolou emitindo ruídos de estalinhos, os mesmo ouvido pela enfermeira na chegada da mulher.



Assustada com o que viu, a enfermeira teria tido micção involuntária e sudorese. Suas vestes ficaram encharcadas. O mistério foi descoberto posteriormente, quando ela foi mostrar o local para o administrador do sanatório e ficou constatado que o local de onde a nave decolou ficou marcado com uma depressão circular e grama chamuscada.





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Desconhecido causa fascínio e medo



O desconhecido é fascinante e ao mesmo tempo remete ao medo. Muitas pessoas têm medo daquilo que não conhecem e isso é perfeitamente normal. A presença de óvnis e ETs ainda é uma assunto pouco citado nas conversas porque ainda há preconceito, embora os encontros de ufólogos são sucesso, comenta Marco Aurélio Leal. “Em 2008 fizemos um em Botucatu, num local de difícil acesso. Achamos que muita gente não iria, mas cerca de 400 pessoas marcaram presença.”

A grande pergunta que ronda a mente daqueles que pesquisam o assunto e dos curiosos é o que os extraterrestres querem na terra. Para o ufólogo, Marcos Aurélio Leal, a busca dos ETs pode ser por minério.

“Coincidência ou não, eles costumam aparecer nas regiões onde há concentração de minério. Na região de Bauru, estão na lista, Botucatu, São Manuel, Bauru e Marília. Eu acho que eles têm interesse na exploração há vários casos estudados onde têm a interferência de urânio usado para fazer a bomba nuclear, magnetita e ferro.”



Paulo Mesquita aposta que os ETs estão pesquisando o solo ou uma planta de interesse científico. “O homem foi para a lua colher material para pesquisa. Acredito que eles fazem o mesmo. Os objetos voadores possuem tecnologia melhor, mais rápida. Acredito que eles possam pesquisar pessoas e animais, por isso a abdução que seria a captação de pessoas para dentro das naves.”



De acordo com o pesquisador, várias testemunhas que foram abduzidas contam que dentro da nave passam por procedimentos semelhantes aos procedimentos médicos. São colocados em maca em uma sala que lembra a cirúrgica e manipularam a pessoa. Há casos que eles provocam cortes. Em São Paulo, uma moradora da Zona Sul que foi abduzida, contou que os ETs mexeram na região do abdome dela. Quando ela foi devolvida, sofreu uma hemorragia.



Mesquita frisa que a única advertência a ser feita para os leigos e nunca atacar os estranhos. “Na década de 70, em Goiás, um fazendeiro atirou na direção da uma nave que pousou em sua propriedade. Os seres revidaram com um tipo de raio branco. Pouco tempo depois, ele morreu de leucemia.”







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Relatórios militares citam a região





Documentos do 4o Comando Aéreo de São Paulo citam Botucatu, Bauru e Lins em suas investigações sobre aparições de óvnis. Segundo os pesquisadores, a Aeronáutica, nas décadas de 60 e 70 documentaram vários casos de aparições de objetos voadores não identificados através de relatórios.



O departamento da aeronáutica não existe mais, mas os documentos oficiais provam que a nossa região já foi visitada inúmeras vezes. “Há relatos de pessoas que se assustavam com objetos em forma de disco voador, conforme desenhos contidos nos relatórios.”







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Biólogo diz que viu 5 objetos rodopiando





O biólogo Paulo Mesquita morava na Capital, mais precisamente no bairro de Pinheiros quando teve sua primeira atenção chamada para um fato que o tornou pesquisador de fenômenos ufológicos. “Eu vi cinco objetos em forma de pião metálico rodopiando no meu prédio. Não foi só eu quem viu. Alguns moradores e meus familiares também testemunharam o fato.”



Segundo ele, era um sábado, há cerca de 20 anos, o céu estava azul e os objetos não emitiam barulho, mas faziam sombra. Conforme o movimento, pareciam gatos prateados “Foi a partir disso que me interessei pelo assunto, hoje sou ufólogo e pesquisador.” Ele conta que de imediato começou a buscar na literatura o que poderia ser os objetos. Depois de descartar que a sombra fosse de uma aeronave, teve certeza de que viu. “Fui a campo. Onde ocorre um fato desse, faço esforço de visitar. Em Peruíbe, litoral sul de São Paulo, colhi amostras da vegetação, do solo. A circunstância era estranha e a marca circular de quase 15 metros de diâmetro ficou no chão, algo semelhante as imagens mostradas no filme ‘Sinais’. O objeto fez uma manobra de pouso e deslocamento que deixou na vegetação.”





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Nem tudo que reluz é extraterrestre



Ufologia é o estudo ou conjunto de hipóteses ou evidências a respeito dos ufos ou óvnis. Nesse campo, há muita coisa séria e muitas enganações, admitem os estudiosos e pesquisadores. O que para os leigos pode ser um objeto não identificado, uma nave, para eles pode simplesmente ser um satélite ou até fruto de um show pirotécnico.



O ufólogo Paulo Aníbal Mesquita diz que é comum as enganações feitas com filmagem e fotografia. Segundo ele, esse tipo de fraude só surpreende os leigos.



Marcos Aurélio Leal, outro estudioso do assunto, explica que nem sempre a pessoa que capta a imagem tem má intenção. Para ele, existe muita confusão com satélite, balão e até com pirotecnia. “Alguns tipos de fogos de artifícios que usam balão de gás são semelhantes a óvnis. Alguns refletem quatro cores e ficam piscando.”




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