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01/07/10 03:00 - Regional

Pedágios entre Bauru e São Paulo se igualam a despesa com álcool

Lilian Grasiela
Com o reajuste dos pedágios nas rodovias estaduais, a partir da zero hora de hoje, o motorista que viajar de Bauru a São Paulo com um veículo popular a álcool, motor 1.0, irá desembolsar praticamente o mesmo valor em combustível. Se encher o tanque por R$ 1 o litro de etanol, conforme preço praticado ontem em alguns estabelecimentos bauruenses, o pedágio supera o gasto de combustível.

Se for calcular na média de preço praticada no município de Bauru, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP) no valor de R$ 1,10, também a diferença de preço é pequena.

Um percurso de Bauru até a Capital de 343 quilômetros gasta 43 litros de álcool, de acordo com dados do site da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

Só de pedágios com os novos preços em vigor são R$ 46,30 na ida e R$ 44,20 na volta, um total de R$ 90,50, enquanto o gasto com combustível gira em torno de R$ 94,60 na ida e na volta se o veículo for abastecido de álcool a R$ 1,10.

Como há variação no preço do álcool nos postos de combustível, que leva em conta o período de safra e até mesmo a concorrência de mercado, essa diferença entre o valor dos pedágios e do álcool poderá variar para mais ou para menos, não interferindo na constatação de que o preço das tarifas praticado nas estradas da região representa quase metade do valor de uma viagem até a capital.

O engenheiro de produção Fernando Massao Sasahara Kondo, que viaja para São Paulo uma vez por semana, admite estar acostumado com o valor das tarifas cobrado pelas concessionárias nas rodovias Marechal Rondon (SP-300) e Castelo Branco (SP-280), apesar de destacar que, em outras estradas de São Paulo, o valor é bem menor.

“Nas estradas do Estado de São Paulo, os pedágios são bem mais altos em relação a qualquer outro lugar”, diz. “Mas já estou acostumado com isso. Pelo menos, a qualidade da estrada é boa na Castelo Branco. A Rondon também está muito boa, não tem mais buracos”.

Na opinião de Kondo, o reajuste anual autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) não é tão significativo a ponto de comprometer seu orçamento ao final do mês.

“Se for um reajuste anual, acho válido. O problema é quando há um aumento indevido”, declara. “Pelo o que eu gasto de pedágio em uma viagem de ida para São Paulo, R$ 3,50 a mais não vai fazer muita diferença”.

Se o reajuste é considerado ‘válido’ por usuários que utilizam as estradas ocasionalmente, o mesmo não ocorre com as empresas de transporte de cargas que enxergam na medida um fator gerador de aumento de custos, que sempre acabam recaindo sobre o consumidor.

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Bauru e Região (Sindbru), Munir Zugaib, o impacto do reajuste vai variar em função da distância entre as cidades e quantidade de praças de pedágio.

“Há um aumento de custos principalmente para o caminhão. O pedágio é por eixo e o eixo tem um custo relativamente forte no preço final”, explica.

“No caso de veículo automóvel, não pesa muito mas, no caso de caminhão que tem transporte intermunicipal e interestadual, já encarece bem e fica, de certa forma, pesando no custo, e isso reflete no preço final. Sempre recai no consumidor”.



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Reajuste diferenciado


O reajuste das tarifas nas praças de pedágio das rodovias do Estado de São Paulo varia conforme o período de assinatura dos contratos de concessão. Para as concessões entre 1998 e 2000, o reajuste foi de 4,17% e leva em conta o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acumulado nos últimos 12 meses. Esse índice se refere aos últimos 12 meses, calculado pela Fundação Getulio Vargas e base para corrigir os contratos firmados por Mário Covas (PSDB) na segunda metade da década de 1990.

Em estradas concedidas à iniciativa privada nos últimos anos pelo governo José Serra (PSDB), os motoristas deverão enfrentar um aumento maior - porque ele é baseado no IPCA, índice aferido pelo IBGE e que acumulou 5,22%.

A praça de pedágio localizada no quilômetro 199 da SP-225, em Jaú, administrada há mais de dez anos pela Centrovias, está incluída na categoria de reajuste menor e passará dos atuais R$ 7,30 para R$ 7,60. Esta é a única no entorno de Bauru com percentual mais baixo, o restante das concessões vão ter o índice de 5,21%.

Os pedágios terão tarifas “quebradas” em R$ 0,05, sem os arredondamentos adotados para facilitar a entrega de troco e evitar filas nas cabines.Algumas concessionárias avaliam que podem ter aumento de gastos para evitar filas nas praças de pedágio, bem como prejuízos com essa fórmula.



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Governo diz que reajuste
da tarifa fica próximo ao índice oficial de inflação



O governo Alberto Goldman (PSDB), sucessor de José Serra, afirma que os reajustes ficaram mais próximos dos índices oficiais de correção. A assessoria do secretário dos Transportes, Mauro Arce, nega que haverá transtornos, alega que “as moedas de cinco centavos estão em plena circulação” e que as concessionárias devem fazer a cobrança dentro dos tempos previstos nos contratos, sob pena de punições em caso de filas excessivas.

Os contratos firmados na década passada previam os arredondamentos na casa de R$ 0,10. Assim, se a tarifa calculada terminasse em até R$ 0,05, ela era ajustada para menos. Acima, para mais.

Para técnicos estaduais, um dos motivos do novo critério foi a tentativa de “atenuar” os reajustes - evitando alguns arredondamentos para cima às vésperas das eleições. Eles chegaram a calcular uma diferença próxima de R$ 2 milhões por mês de desequilíbrio contratual devido às mudanças de cálculo.

A Secretaria dos Transportes diz que “qualquer diferença ou desequilíbrio das tarifas será ajustado futuramente”.




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