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14/11/10 03:00 - Geral

Profissional ‘sem mesa’ é tendência

Cresce em velocidade cada vez maior o número de pessoas que trabalham fora dos tradicionais escritórios em várias funções

Luiz Beltramin
Acordar cedo, tomar o ônibus ou pegar o carro para ir ao trabalho, onde se vê sempre a mesma mesa, as mesmas pessoas, numa repetição onde só o que muda é a data no calendário pendurado na parede.

Para muita gente, isso significa apenas mais um dia de uma rotina estabelecida há anos, algo que se confunde até mesmo com o ato de trabalhar. Porém, uma outra gama de profissionais, que cada vez ganha mais espaço, principalmente com o advento de tecnologias como celulares e Internet móvel, há um bom tempo não sabe o que é rotina. Eles fazem da novidade constante o cotidiano de suas vidas.

São os chamados “profissionais sem mesa”, gente que, assim como as pessoas emparedadas em escritórios ou entre biombos, trabalham por horas a fio, com o diferencial de sempre estarem com gente e em lugares diferentes.

Longe do cotidiano corporativo, esses profissionais juntam prós e contras de uma rotina, na realidade, sem rotina. No pesar da balança, entretanto, eles não mostram desejo de se inserir ou retornar ao método ortodoxo de trabalho.

Há seis anos trabalhando como promotora externa de uma grande companhia de telefonia móvel, Fernanda Parreira diz gostar muito da rotina itinerante. A cada dia em uma cidade com a venda de produtos da operadora, apesar de não ter um ponto fixo, ela diz montar um “escritório itinerante” por cada local que passa.

“Todos os dias carrego um notebook, uma impressora multifuncional e aparelhos (celulares) numa tenda colocada sempre em local diferente, onde é montado um ponto de Internet para degustação entre novos clientes”, ilustra Fernanda, de 26 anos.

Para ela, os laços sociais criados com colegas de trabalho, comuns no ramo corporativo convencional e mais difíceis de serem estabelecidos quando o trabalho é itinerante, não fazem tanta falta. “Sou muito comunicativa e sociável. Então, faço amizade com as pessoas das cidades por onde passo”, acentua.

Colega de Fernanda, Aline Casarini, 28 anos, minimiza o fato de não estar o tempo todo, ao menos pessoalmente, com os colegas, em virtude da própria tecnologia com a qual trabalha. “Estamos nos falando o tempo todo, mantemos vínculo”, assegura ela que, a cada dia, também está numa cidade diferente.

Não ter uma mesa ou um ramal definidos também não impede a criação de uma atmosfera pessoal. “Tenho minha mochila que chamo de ‘cabe tudo’”, brinca. “O que você imagina tem dentro dela, desde uma camiseta extra para o trabalho até um livro. Leio sempre que posso, para aliviar a ansiedade”, ilustra Fernanda.



Fora de jogo


Mas nem tudo é perfeito. Apesar de gostarem da rotina itinerante, alguns profissionais também admitem que, por força do trabalho, abrem mão de alguns passatempos prediletos.

“Infelizmente não posso bater uma bola ou participar de um churrasco com os amigos”, lamenta o consultor de sistemas Rodrigo Pedroso, de 28 anos. Recém-casado, ele divide sua rotina entre empresas de Bauru, Santa Cruz do Rio Pardo, além de, em menor frequência, Assis e Itararé.

Apesar de não poder participar das “peladas” com os amigos, ele diz gostar do que faz, assim como da própria rotina de viagens - que pode se acentuar, conforme seus planos vigorarem. “Pretendo crescer na empresa e isso pode ser até mais intenso”, vislumbra o consultor, recomendando apurado senso de organização para quem pretende se engajar nessa forma de trabalho.

“Gosto de conhecer cidades e pessoas novas. Mas é preciso saber se organizar. Caso contrário, nem o serviço e nem a vida pessoal ficam bem”, comenta.



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Disciplina é fundamental para o sucesso

Disciplina é indispensável para uma rotina itinerante de trabalho, independentemente do ofício, receita Almerindo de Palma, empresário do ramo de recursos humanos. “A organização é crucial para garantir a produtividade. Principalmente a disciplina com relação ao horário”, exemplifica.

Segundo o recrutador, muita gente que não tem o senso de disciplina muito aguçado consegue produzir, desde que inserida nos meios convencionais de trabalho, com escritório, armário, computador e mesa fixos. “A pessoa sem disciplina precisa da base fixa. Mesmo sem conseguir colocar ordem nas coisas, tudo estará sempre no mesmo lugar, de uma forma ou de outra”, compara.

Ele aconselha a quem pretende se aventurar a deixar a clausura do escritório a se libertar aos poucos, lembrando que, longe da empresa e dos olhos dos chefes, a vigilância é por conta própria e, algumas vezes, mais acintosa. “Separe um dia da semana para fazer a atividade planejada. Caso a mudança já tenha ocorrido, procure avaliar horários e a capacidade de produção”, orienta.

Palma observa que o trabalho fora do escritório é uma forte tendência. “É cada dia mais comum vermos gente trabalhando em diversos lugares, como cafés, livrarias e praças de alimentação”, exemplifica. “Acho positivo”, opina. “Se a pessoa se sente melhor, consequentemente, produz melhor também. É importante que funcionários, mas também as empresas, avaliem. Não é só a produtividade que conta, mas a qualidade de vida”, enfatiza.




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