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03/01/13 00:15 - Tribuna do Leitor

Perdas e danos

Alguns dos momentos de 2012 serão caracterizados, para mim, como de perdas e ganhos. Como é difícil definir o que é mais marcante, se as perdas ou os ganhos, opto por começar pelas perdas, como as do sr. Odir e da da. Ida, pais de nossa mais que especial amiga Renilda, além do Nildo, do Rogério e da Rosana, levados para o convívio com Deus (certamente), deixando também órfãos todos aqueles que gostavam de uma boa cavalgada, de uma boa conversa, franca e honesta e de uma recepção acolhedora ao final das cavalgadas no Monte Alegre, que, por coincidência, pertencia a uma pessoa pouco conhecida a fundo, mas que era admirável pela inteligência, lucidez e clareza com que manifestava suas posições acerca do assunto que fosse, eficiente administrador (um dos grandes prefeitos que Reginópolis já teve e que poucos tiveram conhecimento de suas ações e atitudes), e atento observador e articulador político, o dr. João, ou Bentoca, talvez mais conhecido e respeitado fora do que na própria cidade que governou, com o qual tive saudáveis, provocativas e divertidas divergências pelo futebol, mas sempre de forma educada e respeitosa por eu ser corintiano e ele santista (e que, aliás, chamava a si próprio de papa dos jogadores de truco nas conhecidas disputas com vários “patos” que passaram lá no fundo do quintal do Mané Vieira).

Nos momentos finais de 2012, perdemos o amigo Sebastião Luiz de Souza, inesquecível Tião do Zeca, grande cantor (tinha um vozeirão que poderia bem substituir o Tião Carreiro... mas ficava feliz em cantar com quem fosse, seja com o Dair Zanata, nas inesquecíveis cervejadas depois de um jogo dos Veteranos, seja com quem estivesse a fim da cantar), também ex-prefeito e bem conhecido pelo respeito, humildade e simplicidade com que tratava todo mundon independentemente de quem fosse (acho que cumprimentava até os cachorros, tamanha a intimidade... desculpem-me o exagero).

Foi-se o Miguel Raduan, com quem me encontrava nos supermercados, sempre junto com sua paixão mais recente, a neta, e que passava quase todo dia em frente ao meu prédio, caminhando; mas me lembro mais dele de outras épocas, 30, 35 anos atrás, quando ele tinha um fusca verde e saíamos com ele (mais o Zinho, o Dé do Bazar, ou outros) para ir ao Quilombo passar o dia, e depois íamos até Iacanga, para voltar somente à noitinha (isso, depois de cada um pagar cincão para ajudar na gasolina...); aliás, comprei dele um console de colocar em fusca (daqueles que ia na frente do câmbio, cabia o famoso TKR e ainda tinha espaço para colocar as fitas cassete logo abaixo dentro de uma gavetinha que tinha até chave...pensa num negócio moderno... acho que ele ainda está lá em cima no depósito da minha mãe até hoje, guardado não sei pra que... nem fusca usa mais isso...).

Por fim, fiquei sabendo hoje que perdi um ex-colega do Banespa de Uru, não menos amigo, com quem trabalhei em 1990, o Valdir, que, à época, me ajudou muito em minha (ainda) inexperiência profissional na agência que acolheu minha primeira promoção, e que tempos depois foi prefeito daquela cidade por dois mandatos, lamentando não ter visto uma nota sequer aqui no JC, nem que fosse de alguém de Uru a lembrar disso, afinal, foi prefeito da cidade e muito conhecido por ter trabalhado muitos anos no Banespa.

Bem, falar de ganhos agora é fácil... Comemoramos 25 anos de casados, eu e a Valéria, tivemos vitórias importantes em problemas de saúde na família, ainda comemoro a Libertadores, o Mundial, a festa, a invasão do bando de loucos, ainda comemoro a vitória do Marquinhos como prefeito reeleito de Reginópolis, o que significará mais tranquilidade ainda à cidade (comentário, aliás, que fiz há quatro anos atrás aqui no JC quando de sua primeira vitória), mas comemoro ainda mais por poder desejar um 2013 mais saudável, proveitoso e de muita paz e união a todos os que dedicaram alguns minutos de sua vida para ler estas linhas.

Antônio Hilário Luizão Módolo - Guléu




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