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13/08/17 07:00 - Opinião

Dia dos Filhos

João Pedro Feza

Sugestão para hoje: inverter um pouco o foco. Porque o dia também deve ser de olhar os filhos. Olhar para entender algo a mais sobre eles. Teorias não faltam. Na prática, falta isso: olhar profundo.

Durante a semana esbarrei com um texto sobre os "pais helicópteros" (que estão sempre girando em torno dos filhos). É um novo rótulo para os pais superprotetores, hábeis asfixiadores.

"Esses pais fazem coisas demais pelos filhos, portanto, essas crianças crescem sem uma ética de trabalho saudável e sem habilidades básicas", resume a psiquiatra Marcia Sirota. "E privam os filhos de qualquer consequência significativa por suas ações".

De fato, precisamos ter menos crianças e jovens que esperam que "alguém" limpem as suas cacas. Nesse sentido há um livro que talvez possa dar algum caminho: "O Que Fazer Quando Seus Filhos Tomam Decisões Erradas ou Arriscadas", de Brenda e Katie Garrison.

Um trecho: "Todo relacionamento saudável possui limites saudáveis. O fato de serem os nossos filhos não nos dá o direito de nos meter nas suas vidas. Nem dá a eles o direito de se aproveitar de pais que os amam e têm medo de perder esse relacionamento".

Mas, sinceramente, gostei mais da parte "não force quando não for problema seu" (página 101). É difícil compreender a essência disso porque, na nossa cabeça de pai, todo problema do filho também é nosso. A gente invade demais.

Estou curioso para ler, aqui no JC, matéria do repórter Marcus Liborio no JC sobre pais que encontram formas de participar mais da vida dos filhos no meio dessa rotina maluca na qual nos metemos. Vale muito a leitura. Ainda mais hoje, Dia dos Filhos.

Meus bons sentimentos estão direcionados aos meus filhos e aos filhos dos meus familiares e amigos. Desejo profundamente que fiquem numa boa com seus pais. E que nós, pais, encontremos (cada um na sua medida) o jeito de viver com eles sem a utopia do controle total. Quem sabe não reduzimos a incidência do "me deixa, meu!" e aumentamos a frequência do "vem comigo, pai?".





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