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30/12/04 00:00 - Economia

Vendas de bebidas aumentam até 50%

Festas de final de ano impulsionam a comercialização de vinhos e champanhes; produtos nacionais são os preferidos

Da Redação
As vendas de vinhos e filtrados (popularmente conhecidos como champanhes), principalmente os nacionais, para as festas de Natal e Ano Novo tiveram um aumento significativo no comércio de Bauru neste ano, chegando a 50% em alguns casos. Para os gerentes de compras de algumas redes de supermercado consultados pelo JC, isso se deve a dois fatores: crescimento da economia nacional e aumento qualitativo dos produtos produzidos no País.

A procura maior foi pelos produtos nacionais e de baixo custo. O gerente de compras de um grupo supermercatista, Paulo Sanches, afirma que, neste ano, os volumes negociados foram em média 80% nacionais e apenas 20% importados ou nacionais sofisticados. “Os clientes têm buscado cada vez mais os produtos feitos no Brasil. Além de mais baratos, eles são compatíveis, do ponto de vista qualitativo, aos produtos importados”, afirma. Os preços das bebidas mais vendidas nessa rede variaram de R$ 3,00 a R$ 4,00 o litro.

Além disso, o gerente aponta as mercadorias diferenciadas como um fator de incremento para o constante aumento de vendas. “Nos últimos dois anos houve lançamentos de produtos sem álcool e filtrados light, por exemplo. Isso atrai ainda mais clientes.” Contudo, Sanches ressalta que houve uma queda na venda de alguns produtos alimentícios, como as castanhas e o peru in natura. Em 2003, o preço da castanha de caju era R$ 3,00 o quilo, neste ano o valor subiu para R$ 8,00 o quilo. Para ele, isso ocorreu devido ao aumento da exportação desses alimentos.

“Como houve uma elevada exportação de castanhas e perus, acabou faltando no mercado interno, o que ocasionou um aumento nos preços”. Mas mesmo assim, o gerente afirma que a venda de alimentos típicos do Natal como panetones, nozes, aves e frutas cítricas, aumentou em média 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nenhuma das redes de supermercados consultadas acredita que será preciso fazer liquidação para encerrar com as bebidas do estoque. O gerente de um dos grupos, Marcos Renato Lourenção, espera que os produtos que sobraram do Natal serão vendidos para o Ano Novo. “Nosso estoque está praticamente zerado, mas ainda contamos com uma reserva para as festividades de virada do ano.” O gerente afirma que, neste ano, as vendas de bebidas foram 50% superiores às do ano passado.

A preferência dos consumidores foi por produtos nacionais, cujos preços variaram de R$ 4,00 a R$ 15,00 o litro. Esta busca por produtos produzidos no País fez com que o grupo aumentasse ainda mais o estoque de produtos nacionais. “No ano passado, 70% das bebidas comercializadas eram nacionais e apenas 30% importadas. Mas, com o aumento da procura, priorizamos neste ano os produtos nacionais. Hoje, 99% das bebidas que vendemos são nacionais”. Sobre a venda de gêneros alimentícios típicos para o Natal, o gerente apontou um crescimento de 20% sobre o mesmo período de 2003.

Mesmo em uma loja de nacionais e importados em que os produtos costumam ser mais sofisticados e caros, as vendas de bebidas aumentaram. Para o proprietário Carlos Prando, a atual estabilidade econômica pela qual passa o País foi a principal responsável pelo aumento de clientes. “Com a baixa do dólar, o preço das bebidas importadas ficou mais acessível aos consumidores. Além disso, o País passa por um crescimento econômico que se reflete no aumento das vendas.”

A bebida mais vendida foi whisky escocês de 8 anos, cujo preço variou de R$ 40,00 a R$ 69,00. Depois vêm os filtrados e os vinhos nacionais e importados. O proprietário também aponta o aumento na qualidade dos produtos nacionais como fator importante para o crescimento das vendas.

“Trabalhamos com metade do nosso estoque de bebidas nacionais e a outra metade de importadas. Apesar de ainda vendermos mais produtos importados, a busca pelos nacionais tem aumentado devido à melhora qualitativa da bebida brasileira”.




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