Jornal da Cidade de Bauru
Bauru e grande região - Quinta-Feira, 11 de Março de 2010  
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11/03/2010
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• Cidade reclama

O JC inicia hoje uma série de reportagens para mostrar o que os bauruenses sentem na pele: o descaso com os espaços públicos - ruas, avenidas, praças, calçadas quebradas, terrenos baldios com sujeira, com mato, enfim, muito mal cuidados pela prefeitura e também por muita gente que não zela pelo que é seu dever.


• Cidade espera

Será que é tão difícil assim cuidar dos logradouros públicos? Claro que a resposta é não! Não é preciso profissionais altamente especializados, nem licitações, nem grandes somas em dinheiro. É preciso determinação do prefeito e dos secretários. A cidade espera que haja mais ação e menos justificativas sem sentido.


• O básico antes

É preciso um plano de ação, porque atualmente pelo menos cinco secretarias têm atribuições de fiscalizar, multar e atuar no espaço público, mas a impressão que todos temos é que não há nenhuma fazendo isso. Rodrigo Agostinho está hoje no Simpósio Cidades Inovadoras, em Curitiba. Tudo bem, mas antes das inovações é preciso cuidar daquilo que é básico ao bem-estar da coletividade.


• Nas comissões 1

Não é bem no plenário da Câmara de Bauru que se travam os embates mais pesados, mas sim nas comissões permanentes da Casa, onde a oposição deita e rola, ora rejeitando, com argumento de ilegalidade de acordo com conveniências, ou em alterações profundas nos projetos do Poder Executivo.


• Nas comissões 2

A anistia a débitos atrasados de IPTU é um exemplo: na Comissão de Economia, o líder do prefeito, Renato Purini (PMDB), teve um pedido para obter uma manifestação da consultoria financeira barrado. Purini prometeu entregar hoje o parecer sobre o projeto de lei de anistia e parcelamento do IPTU, para que vá logo à votação em plenário.


• Dificuldade à vista

Rodrigo Agostinho vai ter mais dificuldade nos próximos dias. O projeto de lei que amplia a faixa de isenção à cobrança da Contribuição para a Iluminação Pública (CIP) teve parecer de ilegalidade pela Comissão de Justiça. O projeto estaria contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), segundo entendem os vereadores da comissão.


• PV indefinido

O PV regional segue indefinido quanto às suas candidaturas. Em Bauru, o momento é de expectativa (não muito otimista) quanto à concordância da direção estadual com a candidatura de Clodoaldo Gazzetta a deputado federal. A força do mandato do deputado José Paulo Tóffano parece falar mais alto. Ele não quer concorrentes nas imediações.


• Votação baixa

Na eleição de 2006 Tóffano teve 350 votos em Bauru. Passaram-se quatro anos e o deputado, que tem base em Jaú, não parece ter feito de Bauru uma de suas prioridades em termos de obtenção de benefícios. Com razão. Sua votação foi inexpressiva por aqui. Não teve a obrigação moral de lutar pela cidade.


• Por que Bauru?

Outros deputados, com milhares de votos aqui, como Arnaldo Madeira (4.495 votos) e Antonio Bulhões (3.548), entre outros, sequer passaram pela rodovia Marechal Rondon nesse tempo todo. Será que agora Tóffano espera ter muitos votos na cidade? Ou apenas quer ter Gazzetta disputando a Assembléia para poder fazer mais uma das famigeradas dobradinhas da política?
Da Redação
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