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Nova geração do Renault Captur cresce, ganha novo visual e recebe recursos avançados de segurança nas versões de topo

por Aldo BAllerini

27/11/2019 - 03h25

Fotos: Divulgação

Os novos recursos começam com a frente, que manteve a identidade do modelo, mas ficou mais atraente

Mudança completa: linha, interior, mecânica e eletrônica. O SUV compacto Captur, da Renault é um sucesso. Desde 2013, foram vendidos 1,5 milhão de exemplares no mundo todo. Um projeto bem-sucedido não muda, apenas evolui. O Captur manteve o mesmo conceito, reforçando a identidade de SUV com formas mais musculosas, jeito mais esportivo e com acabamentos e acessórios de nível mais elevado.

Os novos recursos começam com a frente, que manteve a identidade do modelo, mas ficou mais atraente. O pára-brisa ficou mais inclinado e avançado. Para ganhar espaço dentro do cockpit, o capô foi encurtado. A nova grade é mais compacta e os conjuntos óticos em led traz em destaque a assinatura em "C" – mesma solução da parte traseira. De perfil, as linhas são conectadas e dinâmicas, o teto está mais inclinado e converge para a linha de cintura ascendente na coluna traseira. Os frisos que emoldura a parte envidraçada e o rack em alumínio dão um efeito atlético agradável.

São 90 configurações possíveis para oferecer maior customização à linha. São 11 cores, que podem ser combinadas com cinco pinturas de teto diferentes. Depois, há três pacotes de personalização e versões especiais, entre elas está a refinada Initiale Paris. A configuração pessoal é no interior. São diversas opções de acabamento e de recursos. Há ainda um pacote eletrônico que inclui modos de condução, capazes alterar a resposta do motor, a direção e os gráficos do painel de instrumentos. O Captur cresceu como efeito colateral da nova plataforma CMF-B. São 11 centímetros de comprimento a mais, para chegar a 4,23 metros – ainda são 10 centímetros a menos que a versão brasileira. Há mais espaço para os passageiros com o entre-eixos de 2,64 metros, 3 cm maior que no Captur de primeira geração e 3 cm menor que na versão nacional. Dependendo da posição do banco traseiro, que desliza 16 cm, a capacidade do porta-malas fica entre 422 e 536 litros 81 a mais que no antecessor. A altura total é de 1,57 metro.

O interior é completamente novo, mais refinado, com assentos mais confortáveis e envolventes. Combinado com a caixa de marchas EDC, de dupla embreagem, ele vem com o novo “Flying Consolle”, ou console flutuante, e destacam-se as duas telas coloridas: uma que substitui o painel e os antigos instrumentos e que pode ser personalizada. A outra, no console central, tem 9 polegadas e serve de interface com o carro e os sistemas de infoentretenimento, de segurança e de auxílio à condução – como no estacionamento automático. O sistema tem conexão com Apple CarPlay ou Android Auto e tem uma plataforma 4G com atualizações automáticas e chamada de emergência. O navegador traz informações de trânsito, tempo e pesquisa de endereços através do Google. Acompanhando os três botões clássicos de ar-condicionado e um teclado comanda as funções mais importantes. Finalmente, o volante, menor, e alavanca de mudança mais curta elevam o carro para um nível de qualidade alta.

Entre os sistemas de segurança estão: frenagem de emergência ativa com detecção de ciclistas e pedestres, os espelhos retrovisores com o radar que monitora os pontos cegos com alerta de proximidade, reconhecimento de sinais de trânsito com aviso de limite de velocidade; monitor ativo para mudanças de faixa. Depois, há os sistemas de assistência ao condutor, que também desempenham um papel de segurança, como o controle de cruzeiro adaptativo, que pode ser definido entre 1,2 a 2,4 segundos e tem a função de parar e reiniciar automaticamente, Stop & Go, em engarrafamentos, limitador de velocidade e farol alto automático. Algumas funções, como Stop & Go requerem transmissão automática.

O Captur oferece ainda o sistema de estacionamento autônomo. O Easy Park Assist utiliza 12 sensores ultrassônicos que detectam a presença de obstáculos e uma câmera traseira que facilitam manobras tanto de entrada quanto de saída de vagas. O sistema controla a direção e o motorista só tem de usar o câmbio e o acelerador. Finalmente, há um sistema com quatro câmeras que simula a visão aérea, útil também em espaços apertados, como nos centros das cidades.

Entre cores, combinações, acessórios, recursos e versões especiais, as possibilidades de personalizar o Captur são infinitas. Além disso, existem também os motores. São três a gasolina, com 100, 130 e 155 cv, e dois a diesel, de 95 e 115 cv. Ambos os tipos trabalham com transmissões manuais ou com a transmissão automática de sete velocidades e dupla embreagem EDC. Há ainda uma versão Turbo GPL, de 100 cv, e o E-Tech Plug In Hybrid com um motor a gasolina 1.6 e dois elétricos, alimentados por uma bateria de 9,8 kWh. No modo totalmente elétrico, ele permite rodas por 45 quilômetros a até 135 km/h ou 65 km em uso urbano. Esta versão, no entanto, só chega no primeiro semestre de 2020.

Elegância dinâmica

A versão Initiale Paris oferece o que a Renault tem de melhor em relação à elegância. Por fora são detalhes cromados, antena de barbatana de tubarão e rodas aro 18. O interior é muito refinado, com assentos de couro claro com controles elétricos, inserções cor de uísque nas partes almofadadas, como nos apoios de braço das portas e na metade inferior do tablier. O volante de couro é aquecido. O Initiale Paris testado estava equipado com o motor turbo 1.3 litro de quatro cilindros, com 155 cv, e transmissão automática de sete velocidades com dupla embreagem EDC, que você pode controlar com paletas no volante.

Depois da elegância, vem o conforto. O Captur é silencioso, o motor é apenas um som à distância, isolado de tudo, incluindo as vibrações. Os técnicos trabalharam muito duro apenas para tornar a cabine mais silenciosa. A suspensão também tem um acerto fino dos melhores. Ela absorve bem os trancos, mas também age como um filtro eficaz para vibrações. O valor do motor é a fluidez, oferecida tanto pela distribuição de potência, bem linear, quanto pela gestão da caixa de dupla embreagem. Quase não se sente a necessidade de usar as paletas.

Os três modos de condução, My Sense, Sport, Eco, fazem uma combinação precisa de gerenciamento do motor, resposta de direção, mais ou menos direta, iluminação interna e gráficos do painel. My Sense permite a memorização das opções pessoais do motorista, enquanto o esporte é obviamente o mais nervoso enquanto o Eco, além de buscar eficiência, garante maior conforto. O Captur não mostra fraquezas nem quando se exige mais: mantém a atitude neutra, com precisão na direção e sem mostrar rolagem lateral. O que deixa o SUV particularmente prazeroso no modo Sport.

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