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Animal urbano

O subcompacto da Renault é simpático e de direção bem agradável

25/12/2019 - 06h00

Fotos: Divulgação

O Kwid Outsider mede 3,68 metros de comprimento e 1,58 m de largura, o que permite que encare trânsito pesado e vagas de estacionamento com muita facilidade

O Kwid é um carro que apela para o lado sentimental do consumidor. Exatamente como um animal de estimação. Ele é simpático, agradável e nada agressivo com o dono. O subcompacto da Renault tem o necessário para conviver bem nos grandes centros urbanos. Ele mede 3,68 metros de comprimento e 1,58 m de largura, o que permite que encare trânsito pesado e vagas de estacionamento com muita facilidade. E anda conta com câmera de ré para facilitar o trabalho. A embreagem é leve e o câmbio de engates macios ajudam a encarar o para-e-anda do trânsito. A suspensão tem o trabalho facilitado pelo baixo peso do modelo e dá conta dos buracos e desníveis. A direção elétrica é leve, mas não anestesia a comunicação com as rodas.

Por dentro, o Kwid reafirma sua condição de carro urbano. O espaço interno é correto e se vale principalmente do teto elevado - o carrinho tem 1,50 metro de altura. Os bancos não são grossos, mas dão boa sustentação ao corpo e a central multimídia usa com eficiência os aplicativos para Android e Apple. Um recurso atraente são os aplicativos Eco Scoring e Eco Coaching, que indicam o estilo mais econômico de conduzir e avaliam o desempenho do motorista.

Os comandos são simples e bem intuitivos, com exceção do comando dos vidros elétricos, acionado no console central. Solução típica para reduzir custos de montagem, pois concentra o chicote elétrico no painel. O ar-condicionado é eficiente, no que é auxiliado pela pequena área do habitáculo. Quatro passageiros podem viajar com tranquilidade, já que o assento traseiro é capaz de receber dois adultos com dignidade. O porta-malas também é bem generoso para o tamanho do carro, com 290 litros.

Na hora de acelerar, o moderno motor SCe mostra as vantagens da baixa inércia. Tanto a interna do propulsor, que tem apenas três cilindros, quanto a do carro em si, que pesa de 806 kg. Os 66/70 cv de potência e os 9,4/9,6 kgfm de torque rendem bem e as acelerações do Kwid são convincentes. Para as retomadas, o melhor é recorrer ao câmbio, já que o regime de giros para o torque máximo só chega na totalidade aos 4.250 giros. Nesse momento - e em vários outros , o Kwid mostra um de seus pontos fracos: a insonorização do habitáculo. Ali dentro se ouve os ruídos do motor, de rodagem, os aerodinâmicos e até do exterior.

Ficha técnica

Motor 1.0: Gasolina e etanol,

dianteiro, transversal, 999 cm³,

três cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro. Injeção multiponto

e acelerador eletrônico.

Transmissão: Manual de cinco marchas à frente e uma a ré.

Tração dianteira. Não oferece controle

eletrônico de tração.

Potência: 66/70 cv com gasolina/ etanol a 5.500 rpm.

Torque: 9,4/9,8 kgfm com gasolina/ etanol a 4.250 rpm.

Aceleração de zero a 100 km/h:

14,7 segundos.

Diâmetro e curso: 71,0 mm X 84,1 mm. Taxa de com¬pressão: 11,5:1.

Velocidade máxima: 156 km/h.

Suspensão: Dianteira do

tipo McPherson, triângulos inferiores, amortecedores hidráulicos

telescópicos e molas helicoidais. Traseira com eixo de torção com

molas heli¬coidais e amortecedores hidráulicos telescópicos verticais. Não oferece controle eletrônico

de estabilidade.

Pneus: 165/70 R14.

Freios: Discos sólidos na frente e tambores atrás. Freios ABS com EBD.

Carroceria: Hatch subcompacto em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,68 metros de com¬primento, 1,58 m de largura,

1,47 m de altura e 2,42 m de distância entre-eixos. Airbags frontais e laterais.

Peso: 806 kg.

Capacidade do porta-malas:

290 litros.

Tanque de combustível: 38 litros.

Produção: São José dos Pinhais, Brasil.

Lançamento do modelo:

agosto de 2017.

Lançamento da versão: maio de 2019.

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