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Desempenho padrão

A boa dinâmica do SUV se completa pelo bom controle de carroceria oferecido pela suspensão

08/01/2020 - 03h43

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O T-Cross acomoda bem quatro adultos e uma criança. O espaço é bom para pernas e cabeça

Mesmo já tendo sido substituído na Europa, o motor 1.4 turbo de 150 cv, chamado de 250 TSI, ainda está entre os melhores disponíveis em modelos compactos no Brasil. Ele é capaz de mover com bastante desenvoltura o T-Cross. As arrancadas e as retomadas são feitas sem esforço aparente – inclusive, o som do motor nem chega a invadir a cabine. A boa dinâmica do SUV se completa pelo bom controle de carroceria oferecido pela suspensão.

O volante multifuncional é um tanto grande, mas tem uma ótima comunicação com as rodas e permite controlar bem os recursos do carro. O painel do modelo testado contava com o painel digital, que permite navegar por todas as funções, configurar, espelha o GPS e informações do computador de bordo, do sistema de som e de telefonia. O interior é espaçoso e o arranjo dos comandos são os que estão presentes em qualquer Volkswagen, de Gol a Passat.

A suspensão, apesar de rígida, oferece um bom controle de carroceria – o que não é fácil em um SUV com quase 1,60 m de altura. O acerto, no estilo tradicional da Volkswagen, privilegia a estabilidade. Mas cobra um preço: em pavimentos ruins, o conforto na cabine fica comprometido. Neste ponto, o T-Cross está mais para crossover do que para SUV. O espaço interno é outro ponto positivo do T-Cross. Embora não seja muito largo – daí não acomodar bem três adultos atrás , o habitáculo tem boa altura e aproveita muito bem o entre-eixos de 2,65 metros. Os bancos, no entanto, deixam a desejar. Eles têm a maciez correta, mas a ergonomia não é das melhores. Em trajeto longo, cansa os ocupantes da frente. O porta-malas também é tímido para a categoria, com apenas 372 litros de capacidade.

Ficha Técnica

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O motor 1.4 TSI é o mesmo que move as versões de entrada do sedã médio Jetta e do SUV médio Tiguan Allspace. São 150 cv a 4.500 rpm e 25,5 kgfm de torque, disponíveis já em 1.500 giros

Motor: Etanol e gasolina, dianteiro, transversal, 1.395 cm³, quatro cilindros em linha, com quatro válvulas por cilindro. Com injeção direta de combustível, turbo compressor e comando variável de válvulas. Acelerador eletrônico.

Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração e bloqueio eletrônico do diferencial.

Potência máxima: 150 cv a 4.500 rpm. Aceleração 0 a 100 km/h: 8,7 segundos.

Velocidade máxima: 198 km/h.

Torque máximo: 25,5 kgfm a partir de 1.500 rpm.

Diâmetro e curso: 74,5 mm x 80 mm.

Taxa de compressão: 10,5:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com triângulos inferiores e barra estabilizadora. Traseira por barra de torção com braços de controle longitudinais, molas helicoidais e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.

Freios: Discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira. Oferece assistente para partida em subida.

Pneus: 205/55 R17.

Carroceria Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,19 metros de comprimento, 1,76 m de largura, 1,57 m de altura e 2,65 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cabeça de série.

Peso: 1.335 kg em ordem de marcha.

Capacidade do porta-malas: 372 litros.

Tanque de combustível: 52 litros.

Produção: São Bernardo do Campo, São Paulo.

Lançamento da versão brasileira: março de 2019.

Preço: R$ 109.990.

Preço completo: R$ 128.630.

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