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Cheio de truques

Ford Escape híbrido embarca muita tecnologia para unir conforto, desempenho e economia

por Ruben Hoyo

08/01/2020 - 03h08

Fotos: Divulgação

O novo Escape ganhou um visual que o diferencia dos utilitários da marca

A Ford decidiu fazer da quarta geração do Ford Escape, lançada em agosto passado, um SUV tecnológico. Mais que uma forma de se destacar em meio à enxurrada de utilitários oferecidos no mercado. A ideia foi deixar o excesso de robustez de lado para se concentrar nas qualidades realmente percebidas no dia a dia, como conforto, requinte e desempenho, para ficar no topo da categoria. No Brasil, a esperada chegada do modelo também vai seguir a mesma estratégia. A base do segmento de SUVs médios seria ocupado com o modelo Territory, provavelmente produzido na fábrica argentina de Pacheco, com preços a partir de R$ 120 mil, para brigar com o Jeep Compass. Já a parte superior do segmento ficaria a cargo do Escape Hybrid, com preços a partir de R$ 175 mil, para rivalizar diretamente com o Toyota RAV4 Hybrid.

O Ford Escape traz a tecnologia de motorização híbrida e também é cheio de recursos de conectividade e de segurança. No primeiro caso, o sistema Ford Pass Connect permite que o carro tenha o motor acionado e seja travado ou destravado através do celular, que também tem acesso aos dados do computador de bordo. O sistema multimídia Sync também permite o roteamento para a internet de até 10 aparelhos ao mesmo tempo. Já na parte de segurança, ele traz sete airbags e equipamentos no nível 2 de ADAS, sigla para assistência avançada ao condutor. Isso inclui o pacote Co-Pilot 360 da Ford, composto por controles de estabilidade e tração, controle de cruzeiro adaptativo, assistência para esterçamento evasivo, sistema de manutenção de faixa de rolagem com esterçamento da direção, estacionamento automático, frenagem automática de emergência, frenagem automática de ré, monitor de ponto cego e de tráfego cruzado, farol alto automático e controle de descida.

O novo Escape também ganhou visual que o diferencia dos utilitários da marca, como EcoSport, Edge, Explorer e Expedition. A frente arredondada, com uma grade baixa, dá mais esportividade ao modelo. Há uma certa semelhança com o design do mais recentes Fiesta e Focus, ambos os modelos que já deixaram o mercado nacional. A plataforma é a C2, para modelos médios, e ele ficou ligeiramente maior do que o antecessor, mede 4,59 metros de comprimento e 1,88 m de largura - respectivamente, 6 cm e 4 cm adicionais. A distância entre-eixos também cresceu 2 cm, para totalizar 2,71 m.

A gama de motores é composta por quatro motorizações. O menor é o EcoBoost 1.5 litro de 178 cv e 26,3 kgfm e o mais potente é o EcoBoost 2.0 litros de 246 cv e 38,7 kgfm. As versões híbridas usam o mesmo motor 2.5 litros com ciclo Atkinson com duas configurações, uma de 197 cv e outra de 217 cv, ambas com 21,4 kgfm. No Brasil, por uma questão de logística, há a possibilidade de o Escape chegar com uma versão de 2.0 litros do motor Atkinson, com 190 cv, que já equipa o Fusion.

Por dentro, o Escape adota formas simples e sóbrias, sem qualquer extravagância. Dominam as linhas retas com perfis arredondados. Tanto o material quanto a qualidade da montagem são evidentes e o deixam um pouco acima da média do segmento, embora não chegue a merecer a designação de luxo ou premium. No console central, uma tela sensível ao toque de 8 polegadas de alta resolução dá acesso ao sistema Sync 3, compatível com o Apple CarPlay e Android Auto. O sistema de áudio é controlado por botões convencionais e, logo abaixo, ficam os comandos do ar condicionado automático. No cluster, uma tela configurável de 12,3 polegadas traz todas as informações relacionadas à assistência de condução, bem como ao computador de viagem, conta-giros e velocímetro.

 

Evolução explícita

O interior do Escape é valorizado pelo teto-solar panorâmico, que joga luz sobre um ambiente elegante, construído com materiais de boa qualidade. A melhor notícia é que o espaço interno cresceu substancialmente em relação à geração anterior. O banco traseiro oferece muito espaço e conforto e agora é deslizante, o que permite viajar com maior área livre ou com o compartimento de bagagem ampliado. Em números oficiais, o porta-malas do modelo híbrido vai de 469 litros a até 574 litros, sem o banco da segunda fileira em posição normal.

Atrás do volante, o Escape também traz grandes mudanças. A posição de condução é agora mais baixa e mais confortável. Além do desempenho e economia, fatores fundamentais no caso de um modelo híbrido, a sensação de manuseio é agradável. A potência é mais do que suficiente para animar o SUV e não sinal de letargia em acelerações e recuperações - muitas vezes, modelos híbridos apresentam um pequeno atraso na resposta.

A suspensão filtra corretamente as imperfeições da estrada e o isolamento acústico é bastante eficiente. No entanto, quando é mais exigido, em alguma ultrapassagem ou retomada, há maior ruído do motor - em parte por conta da caixa CVT. Já o pedal de freio tem um toque firme e o SUV para com força, sem aquela sensação esponjosa que normalmente vem associada à frenagem regenerativa.

Em movimento, o Escape se mostra estável e transmite confiança ao entrar nas curvas. A sensação é que essa plataforma poderia muito bem lidar com uma mecânica mais poderosa. No caso, uma versão ST seria bem-vinda. Com tudo isso, fica claro que o novo Escape é um produto de primeira linha, que evoluiu notavelmente em aspectos-chave, como espaço interior e capacidade de porta-malas, gerenciamento e conectividade.

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