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A Hyundai mudou tudo no novo HB20, no visual e na dinâmica

22/01/2020 - 03h26

Eduardo Rocha/Carta Z

O novo HB20 ficou com o entre-eixo ligeiramente maior, em 3 cm. Este aumento foi revertido em espaço para o banco traseiro, que foi ampliado em 5 cm

A Hyundai optou por mudar tudo no novo HB20. No visual de forma evidente, mas na dinâmica de forma importante. As versões superiores são animadas com o motor 1.0 TGDI, turbo de injeção direta, que tem 120 cv de potência e 17,5 kgfm de torque, suficientes para tornar o hatch compacto ágil e rápido. As arrancadas e as retomadas não exigem maiores esforços do conjunto, que trabalha com um câmbio automático de seis marchas. O mapeamento do propulsor, no entanto, não busca um comportamento agressivo. Tanto que o zero a 100 km/h é feito em 10,7 segundos. No entanto, o propulsor do HB20 é extremamente suave e vibra pouco.

A nova plataforma até permitiria um comportamento mais agressivo. Ela ganhou em rigidez torcional, o que deixa o carro mais neutro, e ainda conta com um acerto de suspensão mais rígido que a geração anterior. Não pé dura a ponto de comprometer o conforto, mas deixou o hatch mais preciso, com um ótimo controle de carroceria. No caso da versão de topo, há um bom arsenal de segurança, levando em conta a categoria de atuação. São recursos como monitor de faixa de rolagem, frenagem de emergência automática, eficiente para parar totalmente o carro a até 50 km/h, seis airbags e controle de estabilidade e tração.

Na versão de topo avaliada, há o revestimento em couro nos bancos, que dá um adicional de requinte ao modelo. Falta, porém, alguns pequenos confortos, como ar-condicionado automático - o do HB20 tem apenas um visor digital, mas o controle é analógico. O novo painel, que combina mostrador analógico do conta-giros com velocímetro digital, ficou limpo e de fácil leitura, mas ficou um tímido. A central multimídia em parte compensa isso. A tela "touch" de 8 polegadas fica numa posição que privilegia o acesso do motorista - que não tem de desviar muito os olhos para fazer uma consulta.

Ficha técnica

HB20 Diamont Plus 1.0i Turbo GDI

Motor: Gasolina e etanol, dianteiro,

transversal, em alumínio, 998 cm³, com três cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, duplo comando no cabeçote e comando variável na admissão e escape. Turbocompressor com intercooler, acelerador eletrônico e injeção direta de combustível.

Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré com paddle shifts no volante. Tração dianteira. Possui controle eletrônico de tração

(na versão Diamont).

Potência máxima: 120 cv a 6 mil rpm com etanol/gasolina.

Aceleração zero a 100 km/h: 10,7 segundos.

Velocidade máxima: 190 km/h (191 km/h).

Torque máximo: 17,5 kgfm entre 1.500 e 3.500 rpm.

Diâmetro e curso: 71 mm X 84 mm.

Taxa de compressão: 10,5:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson. Traseira por eixo de torção com barra estabilizadora.

Oferece controle eletrônico

de estabilidade na versão.

Freios: Discos ventilados na frente e tambor na traseira.

Pneus: 185/60 R15.

Carroceria: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares, com 3,94 metros de comprimento, 1,72 m de largura, 1,47 m de altura

e 2,53 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais e laterais de série na versão.

Peso: 1.091 kg em ordem de marcha.

Capacidade do porta-malas: 300 litros, com 900 litros com o banco rebatido.

Tanque de combustível: 50 litros.

Produção: Piracicaba, São Paulo.

Preços: R$ 77.990.

Opcional: Pintura metálica (R$ 950 adicionais).

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