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Combustível adulterado: dá para saber?

O veículo, mais cedo ou mais tarde, acaba dando os sinais sobre a qualidade do produto

19/02/2020 - 03h41

Agência Brasil

Procure abastecer sempre em locais confiáveis

Se tem uma coisa que assusta o motorista brasileiro é a ideia de abastecer o carro com combustível adulterado, que não segue as especificações necessárias e exigidas por lei. O que talvez a maioria não sabe é que o veículo, mais cedo ou mais tarde, acaba dando os sinais sobre a qualidade do produto. Então, é bom ficar atento a todos os sinais.

Uma das primeiras recomendações para saber se o combustível é bom ou, segundo o site Carro Bonito, válido para todos os tipos, é deixar o contador o mais próximo da reserva e, logo que o carro é abastecido, utilizar o mecanismo que zera o computador de bordo.

Feito isso, observe a média de quilometragem por litro que o automóvel costuma realizar. É bom repetir esse procedimento em todas as paradas que você fizer e em todos os postos. Uma vez que a rotina nos trajetos é mantida, a média deve ser muito parecida. Se a diferença for de 15% a 20% no consumo, já pode desconfiar.

Para o caso da utilização da gasolina, tudo sugere que a mesma estava com uma quantidade a mais de etanol em sua composição. Conforme a legislação brasileira, a gasolina pode ter em sua composição a quantidade de até 27% de etanol anidro. O que ocorre em alguns postos é que o produto com álcool é comercializado com registros acima do permitido, com fraudes que superam os 70% de etanol.

Motor engasgando

As falhas que ocorrem na partida de motores a gasolina são provocadas, em sua maioria, pela mistura de álcool maior do que a permitida. Em motores flex, por outro lado, não ocorrem esses problemas mecânicos. O que pode ocorrer é que o uso dos solventes, que fazem com que a gasolina renda mais, ataque os componentes do veículo. Esses solventes danificam, principalmente, as vedações. Assim, tem-se o desgaste e a quebra de peças em material emborrachado, por exemplo. Outros componentes também podem ainda ser afetados pelo efeito corrosivo.

É importante checar com certa regularidade se há algum vazamento provocado por ressecamento de mangueiras. Ainda, fique sempre atento sobre o comportamento do motor, já que os engasgos em marchas baixas e a demora em respostas do acelerador são indícios muito fortes de que você está abastecendo seu carro com gasolina "batizada". Isso ocorre já que as substâncias utilizadas contêm muitas impurezas, podendo danificar a bomba de combustível que perde a vazão e, como consequência, acaba por entupir os filtros.

etanol e diesel

Engana-se quem pensa que somente a gasolina pode ser adulterada. O etanol também pode ser corrompido quando é acrescentada uma quantidade maior de água do que a permitida de 7%. Esse processo acelera a corrosão e desgasta rapidamente as peças do motor. Por isso, saiba que é normal que saia água do escapamento logo que o veículo é abastecido com o etanol, porém a quantidade deve ser medida pelo tempo que o líquido estiver pingando após o motor ser ligado. Tempo superior a 15 minutos é um forte indício de que o etanol foi adulterado.

A central eletrônica do automóvel também detecta os problemas no conjunto e no combustível. Se ligar a luz da injeção na cor laranja no painel logo que você abasteceu, esse é outro bom indício da adulteração.

Por fim, mantenha-se sempre alerta e com os ouvidos aguçados para a batida de pino no capô.

O diesel também tem sido alvo de especulações em relação à sua adulteração, já que deve sempre estar isento de impurezas e na cor límpida. Uma das fraudes mais comuns sobre esse combustível é o excesso de biodiesel, que por lei deve ter um índice máximo de 10%. O desempenho do veículo diminui, podendo em alguns casos ter perda total do motor.

Mantenha o seu abastecimento sempre em redes de sua confiança. E se você desconfiar de algo, peça que seja feito o teste pela Agência Nacional do Petróleo, a ANP.

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