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Revolução de detalhes

Honda atualiza a família CB 500 com novo visual e promove diversas melhorias dinâmicas

por Eduardo Rocha

04/03/2020 - 06h00

Divulgação

Capacidade de superar obstáculos foi aumentada: roda dianteira passou de 19 para 21 polegadas e as suspensões tiveram o curso aumentado

Desde que foi lançada, em 2013, a família CB 500 da Honda nunca teve rivais diretos no mercado brasileiro. Mesmo assim a fabricante japonesa decidiu fazer várias mudanças para a linha 2020. Nenhuma, porém, que atingisse a essência dos modelos. Tanto a versão naked, CB 500F, quanto a versão crossover, CB 500X, foram repaginadas. Diversos itens compartilhados foram modificados, em busca de aprimorar a interface com o piloto.

Caso da embreagem, que passa a ser deslizante, o que impede o travamento da roda nas reduções de marcha, e com acionamento assistido, que a deixa mais macia. Ou o novo painel em LCD ficou maior, com nova distribuição das informações e com iluminação blackout - fundo escuro e dígitos em branco. E também o guidão cônico, com o peso mais centralizado, para aumentar o controle no esterçamento.

As alterações que mais chamam a atenção, como sempre, são as estéticas. No caso da CB 500F, as características de naked foram ressaltadas visualmente, mas de forma bem discretas. E embora não tenha ficado radicalmente diferente, nenhuma das antigas peças da carenagem ficou igual. As aletas laterais do tanque foram aumentadas, inclusive para melhorar a captação de ar - a capacidade do filtro em ambas as versões foi incrementada em 5%. O tanque ficou mais encorpado e a capacidade aumento em 0,4 litro, para 17,1 litros. Os bancos foram redesenhados, para ampliar o conforto, e permitir um melhor encaixe do piloto. A iluminação agora é full led, com piscas mais afilados e elegantes. O grafismo também mudou, com destaque para a faixa sobre o tanque com a inscrição "500F" em letras garrafais.

No caso da crossover CB 500X, as diferenças foram um pouco mais fortes. A ideia da Honda foi aproximá-la um pouco mais das bigtrail e aumentar sua capacidade de superar obstáculos. A roda dianteira passou de 19 para 21 polegadas e as suspensões tiveram o curso aumentado. Na dianteira, passou de 140 para 150 mm e na traseira pulou de 118 para 135 mm. Por conta disso, a altura livre para o solo subiu de 170 para 193 mm. Para compensar este aumento e facilitar o apoio dos pés no chão, o banco foi redesenhado e ficou mais cavado e mais estreito. O tanque foi discretamente redesenhado, mas manteve a mesma capacidade de 17,7 litros. Outra mudança foi no para-brisa, que foi ampliado e está 11 cm mais alto. Os pneus passam a ser on/off, na proporção 60/40, com 110/80 na frente e 160/60 atrás.

Uma mudança que afetou os dois modelos foi o retrabalho do motor. A Honda tinha mesmo de preparar o propulsor para os novos padrões de emissores exigidos pelo Promot 5. O comando foi modificado para antecipar o momento de abertura das válvulas e ampliar o volume na admissão e no escape. Com isso, a engenharia da marca japonesa conseguiu manter os mesmos 50,4 cv a 8.500 rpm, com a vantagem de fazer os 4,55 kgfm de torque aparecer aos 6.500 giros - antes, aera a 7 mil rpm. Além disso, desenvolveu um mapeamento específico para cada versão. Em ambos os casos, a curva de torque e potência ficaram mais planas - 4% maior entre 3 mil e 7 mil rpm , mas na 500X privilegia um pouco mais o torque em baixa.

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