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Um tom acima

Yamaha XMax quer trazer esportividade e design para as scooter de média cilindrada

por Eduardo Rocha

18/03/2020 - 04h21

Fotos: Gustavo Epifanio

A scooter da Yamaha desembarca nas concessionárias em abril com algumas credenciais que são muito valorizadas no segmento

Antes de se arriscar em um novo segmento, a Yamaha se comporta como uma típica empresa japonesa e costuma esperar para ver como o mercado reage. Na hora de lançar o produto, no entanto, a marca não costuma conter a ousadia que sempre a caracterizou ao longo dos anos. Esta história se repete em relação à scooter XMax. O modelo, que está sendo produzido em Manaus, chega ao segmento de scooters de média cilindrada - seu motor tem exatos 250 cm³ - depois de marcas como Kymco, Dafra e Honda terem experimentado o segmento. Ainda é um nicho pouco representativo: durante todo o ano de 2019, foram apenas 3 mil unidades vendidas. Todas andam na faixa entre R$ 20 mil e R$ 23 mil. A Yamaha XMax vai entrar nesse bolo: R$ 21.990, com entregas a partir de abril.

A scooter da Yamaha desembarca nas concessionárias em abril com algumas credenciais que são muito valorizadas no segmento. Ela traz um design bem distante do lugar-comum no segmento, com uma pitada de esportividade. A frente com farol duplo em formato de meia-lua dá um ar bem agressivo. O escudo combina ainda partes em preto fosco com laterais na cor do modelo - que pode ser preto, vermelho ou azul, nomeada como fosco pela marca, mas na verdade com uma textura acetinada. Manetes, espelhos e para-lama dianteiro também são em preto fosco, enquanto a cobertura das bengalas dos telescópicos são na cor do veículo.

Na lateral, a combinação de partes em preto, com detalhes em pintura acetinada, se mantém. Apenas a base do modelo e a lateral superior, incluindo aí as alças, são coloridas. A traseira repete o estilo da dianteira, com uma lanterna dividida em duas seções distintas, que ampliam visualmente a largura da scooter. O formado das luzes de posição, que são conjugados com as luzes de freios, são e meia-lua e ficam sobrepostas às setas, que têm formato semelhante. Outro ponto de atração das scooter é combinação de conforto e praticidade. Nesse ponto, a XMax tem bons recursos. Sob o largo banco, há espaço para dois capacetes e ainda pequenos objetos. O modelo traz chave presencial, que permite destravar tanto o assento quanto o pequeno porta-objetos do lado esquerdo do escudo e a tampa do tanque de combustível. Na parte de segurança, o modelo conta com sistema de iluminação full led, freios ABS com discos nos dois eixos e ainda controle eletrônico de tração. A suspensão é clássica: dianteira telescópica e traseira bichoque com motor instalado na balança, com cursos de 110 mm na frente e 92 mm atrás. Juntamente com as rodas aro 15 na frente e 14 atrás, a XMax se mostra razoavelmente preparada para enfrentar as precárias condições de ruas e estradas brasileiras.

O motor da XMax é um monocilíndrico com comando simples no cabeçote, quatro válvulas e refrigeração líquida. Ele rende 22,8 cv de potência a 7 mil giros, com 2,5 kgfm de torque a 5.500 rpm. O câmbio é automático do tipo CVT, com transmissão final por engrenagens. Os pistões são forjados em alumínio e o cilindro é em uma liga chamada DiASil, de alumínio e silício - a mesma usada no motor da Fazer. A vantagem é que ela reduz as vibrações e dissipa melhor o calor, o que acaba se revertendo na melhora do desempenho. A Yamaha diz ainda que esta configuração aumenta a durabilidade e reduz o consumo. A média apontada pelo computador em uso misto, cidade/estrada, foi de 35 km/l. Como o tanque tem 13,2 litros, a autonomia gira em torno de 400 km.

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