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21/12/07 00:00 - Agências - Brasil

Prédio de três andares afunda 70 cm

Problema atinge bloco de um residencial em cidade do Pernambuco, moradores são retirados, mas ninguém fica ferido

Renata Baptista/Folhapress
São Paulo - Um bloco de um prédio residencial afundou cerca de 70 centímetros por volta das 6h de ontem em Jaboatão dos Guararapes (região metropolitana de Recife), causando pânico nos moradores, que tiveram de deixar o local às pressas. A Defesa Civil municipal determinou a retirada de todas as famílias do conjunto residencial Sevilha, no bairro Piedade, em razão dos riscos de desabamento. Ninguém ficou ferido.

O conjunto tem 14 anos e possui três andares, além do térreo, divididos em quatro blocos. No total, são 16 apartamentos. No bloco B do prédio, além do afundamento, a parede da entrada também desabou.

A diretora-geral da Defesa Civil do município, Rejane Lucena, diz que o bloco será demolido e que os moradores dos outros três blocos do conjunto e de cinco casas vizinhas só poderão retornar após a análise das edificações.

Laudo

De acordo com ela, há cerca de um ano um grupo de moradores contratou um serviço particular de engenharia para fazer vistoria na edificação, mas não sabe qual foi o resultado do laudo. Ainda de acordo com a diretora, os responsáveis pela construtora e pela seguradora do prédio não haviam sido localizados até a tarde de ontem. “Estamos com dificuldade de ter acesso a estes documentos, pois eles estão no interior do apartamento do síndico, e ninguém pode entrar lá por enquanto”, afirma.

Lucena diz que a Defesa Civil municipal está atuando com outros órgãos e que não há como determinar a causa do afundamento. “Não trabalhamos com hipóteses, pois como trabalhamos com vidas pode ser precipitado e imprudente.”

Moradores e curiosos ficaram em frente ao prédio anteontem. No início da tarde, alguns moradores dos blocos A, C e E puderam entrar em seus apartamentos por 15 minutos para retirar alguns pertences. Os apartamentos têm três dormitórios, com duas suítes. A maioria é financiada.

Histórico

Não é o primeiro caso de afundamento de prédio registrado no bairro de Piedade nos últimos anos. O mais grave foi em outubro de 2004, quando quatro pessoas morreram após o desabamento do edifício Areia Branca - prédio residencial de 12 andares. A tragédia só não foi maior porque os moradores deixaram o local no dia anterior após ouvirem estalos. Houve outros casos sem vítimas.

O último ocorreu há apenas dois meses. Um centro comercial na avenida Bernardo Vieira de Melo, que estava em obras, desabou. Em 1997, a estrutura do edifício Aquarela afundou, assim como a do Sevilha. O prédio foi desocupado e, três anos depois, também desabou.

Em junho de 2001, quatro dos 16 apartamentos do edifício Ijuí desabaram e outros quatro ficaram comprometidos. Para Lucena, há coincidência pelos fatos terem ocorrido no mesmo bairro. “Cada problema teve um motivo específico. Há uma série de condicionantes a serem avaliadas”, afirma.




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