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26/05/08 02:00 - Agências - Brasil

Maldade e loucura

Alinne Moraes comemora o sucesso de sua primeira vilã, Sílvia, em ‘Duas Caras’; novela termina nesta sexta-feira

Ana Carolina Rodrigues/Folhapress
Alta, refinada, bem vestida e dona de uma franja irreparável. A descrição não combina com a vilã do imaginário popular, mas, quando se trata de “Duas Caras”, não resta dúvida de que Maria Paula e Renato, e quem mais teve a infelicidade de cruzar o caminho de Sílvia, aprenderam a associar tudo isso à verdadeira encarnação do mal. É assim que Alinne Moraes, 25 anos, chega à reta final da novela das oito da Globo, que nesta sexta-feira. Elogiada por sua interpretação e comemorando o sucesso de sua primeira vilã, a atriz conta que passou a ser vista com outros olhos nas ruas desde que passou a viver a personagem.

“Eu levei um tempo para entender o que a Sílvia despertava nas pessoas. No início, o público não gostava e achava que não era um papel para mim, já que queria me ver fazendo personagens doces e românticos na televisão. Com o passar da novela, começaram a me olhar e, quando eu percebia, desviavam os olhos. Muitas vezes, senti-me até um pouquinho rejeitada”, conta Alinne, que estreou na televisão em “Coração de Estudante” (2002), como a jovem Rosana.

Mas Sílvia não surpreendeu só o público quando começou a demonstrar que seria a grande vilã de “Duas Caras”. “Quando li os primeiros capítulos, não imaginei que ela fosse ter tanta relevância. Sabia que estava diante de um papel desafiador e de uma possível vilã, mas certeza não tinha nenhuma”, diz a atriz, que aponta o relacionamento com Ferraço (Dalton Vigh) como o divisor de águas da personagem.

“Ela se encantou por aquele homem e demonstrou uma admiração sem ressalvas pelo Ferraço. Para ele, Sílvia não precisava pedir desculpas pelo que era. Ao contrário, ele estimulava seu temperamento forte e, melhor do que isso, a admirava.”

Prestes a dar mais uma cartada para acabar com o casamento de Maria Paula e Ferraço - Sílvia tentará matar a rival no capítulo previsto para ir ao ar amanhã e atingirá o amado -, a vilã de “Duas Caras” também ganhou destaque ao esbanjar sensualidade em cena. Principalmente naquelas que divide com o ator Júlio Rocha, o motorista João Batista. “Nesses momentos, fico um pouco tensa, às vezes, tenho até um certo mau humor, mas, na hora da cena, não me critico. Eu me jogo”, conta a atriz.

Satisfeita com a repercussão de sua primeira vilã, Alinne diz que ela precisava de um desafio como esse. “Era o que eu queria. Agradeço aos que acreditaram que eu, uma jovem atriz, ainda em formação, seria capaz de criar uma personagem maravilhosa como essa.” Mas desafio é mesmo com essa paulista, que aos 20 anos interpretou uma jovem homossexual em “Mulheres Apaixonadas” (2003). Na história de Manoel Carlos, Alinne era Clara, que se apaixonava pela amiga Rafaela.

“Nunca tive medo de ficar marcada por esse papel. Eu quero é mais, quanto mais complicado, mais instigada eu fico”, diz a atriz. Para Paula Picarelli, a objetividade e a dedicação de Alinne durante o trabalho ajudaram a transformar o romance da dupla em uma das tramas mais comentadas da novela. “Foi uma experiência muito boa para nós duas. Conseguimos lidar bem com o encaminhamento delicado das personagens e conquistamos o público”, conta Paula.

Quando “Duas Caras” terminar, a reservada Alinne Moraes, que não gosta de falar sobre os boatos de que teria se envolvido com o ator Dalton Vigh, não deve parar. “Vou cumprir uma enorme agenda profissional e depois tirar umas pequenas férias. Meu próximo trabalho artístico deverá ser no teatro e em São Paulo. Mas, quando estiver tudo certo, eu falo”, finaliza.


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Trajetória na TV

• “Bang Bang” (2005/2006)

Na novela, escrita por Mário Prata e Carlos Lombardi, Alinne deu vida a Penny Lane, filha de Úrsula (Marisa Orth) e Aquárius (Ney Latorraca). Penny era uma menina moderna que trouxe novas idéias para a cidade de Albuquerque, onde a trama se passava. Para o desgosto dos pais, ela namorava Neon (Guilherme Berenguer), filho de Bullock (Mauro Mendonça), inimigo de sua mãe.


• “Como uma Onda” (2004/2005)

Foi a primeira protagonista de Alinne. Na pele de Nina, a atriz disputou o amor do personagem Daniel (Ricardo Pereira) com sua irmã Lenita (Mel Lisboa). A trama era assinada por Walther Negrão.


• “Da Cor do Pecado” (2004)

Como Moa Nascimento, a atriz viveu uma surfista que enlouquecia os homens nas praias do Rio. Na novela, de João Emanuel Carneiro, Alline trabalhava como designer de pranchas de surfe e se envolveu com Thor (Cauã Reymond) e Dionísio (Dionísio Sardinha). No decorrer da história, Moa descobriu que tinha câncer no cérebro.


• “Mulheres Apaixonadas” (2003)

Antes de viver Sílvia, a personagem Clara, do folhetim escrito por Manoel Carlos havia sido o trabalho de maior repercussão na carreira de Alinne. Na história, a atriz interpretou uma jovem estudante que se envolvia com a melhor amiga, a adolescente Rafaela (Paula Picarelli). A intimidade do casal gay foi ficando cada vez mais evidente durante a trama, mas as duas não trocaram mais do que um selinho, que ocorreu no último capítulo. O beijo aconteceu quando as duas personagens interpretavam a peça “Romeu e Julieta” na escola.


• “Coração de Estudante” (2002)

Ainda com cara de adolescente, Alinne estreou nas novelas como Rosana. No folhetim de Emanoel Jacobina, a atriz deu vida a uma jovem mãe que vivia em uma república de estudantes. Como a criança era fruto de um relacionamento incerto, o dilema de Rosana era descobrir quem era o pai de seu filho.




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